Médicos vão a júri popular por retirada irregular de órgão

O menino Paulo Veronesi Pavesi tinha 10 anos e teve morte encefálica constatada com irregularidades

Marília Lopes, Central de Notícias

14 Dezembro 2010 | 14h17

O juiz Luiz Augusto Barreto Fonseca, da 1º Vara Criminal de Poços de Caldas, no sul de Minas Gerais, determinou que quatro médicos responsáveis pela retirada de órgãos do menino Paulo Veronesi Pavesi, há dez anos, devem ir para júri popular. Segundo o Tribunal de Justiça mineiro (TJ-MG), ainda cabe recurso da decisão em primeira instância. Por isso, não há previsão de quando pode ocorrer o julgamento.

Em abril de 2000, Pavesi deu entrada no Hospital Pedro Sanches, em Poços de Caldas, após cair de uma altura de 10 metros do playground do seu prédio. Depois de ser constatada a morte encefálica do garoto, seus pais concordaram em doar os órgãos. Meses depois, uma investigação da Polícia Federal (PF) apontou que o diagnóstico de morte encefálica pode ter tido irregularidades.

Na segunda-feira, 13, o juiz decidiu que os médicos José Luis Gomes da Silva, José Luis Bonfitto, Marco Alexandre Pacheco da Fonseca e Alvaro Ianhez devem ir a júri popular. Todos são acusados de cometer homicídio qualificado e Silva, Bonfitto e Pacheco respondem também por retirada irregular de tecido ou órgãos.

O caso ficou alguns anos parado pois havia um questionamento para saber se deveria tramitar na Justiça de Minas Gerais ou na Federal, por envolver doação de órgãos.

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