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Merck Sharp & Dohme é condenada por remédio que aumenta risco de enfarte

Australiano que sofreu ataque cardíaco por culpa do analgésico Vioxx receberá compensação de US$ 259 mil

Efe

05 Março 2010 | 10h40

A justiça australiana determinou nesta sexta-feira, 5, que o analgésico Vioxx, da farmacêutica Merck Sharp & Dohme, retirado do mercado em 2004, duplicava o risco de sofrer um ataque do coração.

 

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O Tribunal Federal condenou a farmacêutica americana e sua filial na Austrália a pagar uma compensação de 287 mil dólares locais (US$ 259 mil) a Graeme Peterson, um australiano que sofreu um enfarte por culpa do fármaco.

 

A sentença abre a possibilidade para que outros 500 afetados no país apresentem processos contra a Merck Sharp & Dohme, que em 2004 teve que desembolsar US$ 4,85 bilhões por conta de 26 mil processos nos Estados Unidos.

 

O juiz Christopher Jessup assinalou em sua sentença que, apesar das provas demonstrarem que o Vioxx provocava danos cardiovasculares, a empresa se omitiu e continuou vendendo o produto.

 

O advogado de Peterson, Peter Gordon, pediu à Merck Sharp & Dohme que chegue a um acordo para compensar todos os afetados australianos, que segundo ele, foram desrespeitados.

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