Assine o Estadão
assine

Saúde

Dilma Rousseff

Mercosul discute estratégia conjuntas para combater 'Aedes'

Pesquisadores americanos pediram rápida resposta da OMS ao avanço do zika vírus nos países da América Latina

0

Vera Rosa,
ENVIADA ESPECIAL

27 Janeiro 2016 | 22h11

QUITO- A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira, 27, em Quito reunião dos países que compõem o Mercosul (Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela) para discutir estratégias conjuntas de combate ao mosquito transmissor da dengue e do zika vírus. O encontro ocorrerá na terça-feira, em Montevidéu, com ministros da Saúde do Mercosul e será aberto a integrantes da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e da União de Nações Sul-Americanas (Unasul). 

“O que eu propus (na Celac) é que nós nos uníssemos em torno desse combate. Nós sabemos e vamos todos fazer um esforço, cooperar também na área de pesquisa científica e tecnológica. Mas nós sabemos que a única forma de cooperar agora é difundirmos entre nós as melhores práticas ou as melhores tecnologias de combate ao vírus”, afirmou Dilma. “Você faz a mobilização, conscientiza, bota todas as Forças Armadas, bota todo o governo federal. Vamos fazer sistematicamente (um dia de combate ao mosquito), para que as pessoas percebam que não é algo que você possa adiar e fazer depois. Até junho temos de fazer isso”, insistiu.

Pelo mundo. A cobrança por providências internacionais tem atingido vários níveis. Nesta quarta, pesquisadores americanos pediram por uma rápida resposta da Organização Mundial de Saúde (OMS) ao avanço do zika vírus nos países da América Latina e relataram temores de expansão citando erros cometidos no avanço do ebola. As críticas foram centralizadas por estudiosos da Universidade de Georgetown, em Washington, no Journal of the American Medical Association (Jama).

Já o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest, informou nesta quarta que os EUA devem aumentar os esforços informativos sobre o zika vírus. “Posso antecipar que será visto um esforço concentrado por parte do governo dos Estados Unidos para se comunicar com o povo americano sobre os riscos do vírus e as medidas que podem ser tomadas para proteção”, disse. Na terça, o presidente Barack Obama já havia se pronunciado sobre o assunto, pedindo por um rápido desenvolvimento de testes e vacinas.

A busca por informações concorre com o avanço dos relatos de zika em diversos países. Nas Américas, a Nicarágua relatou seus primeiros dois casos e iniciou uma campanha nacional - o mesmo feito pelo Peru, ainda sem registros. Na Europa, Portugal relatou cinco infectados - todos em visita ao Brasil. Além disso, um dinamarquês contraiu o zika após viajar pelas Américas do Sul e Central.

A expansão do surto pelo mundo já é algo difícil de controlar, segundo o médico-infectologista do Instituto de Infectologia Emílio Ribas de São Paulo Jean Gorinchteyn.

“Basta ter a presença do mosquito e de alguém contaminado. Só não vai ocorrer nos países que não têm o Aedes aegypti.”, afirmou ele / COLABOROU PAULA FELIX, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Comentários