Ministério da Saúde confirma caso de febre amarela em Goiás

Paciente, um estrangeiro, contraiu doença em Alto Paraíso, mas sintomas só se manifestaram quando ele chegou ao Rio; governo considera infecção isolada

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2015 | 19h49

BRASÍLIA - O Ministério da Saúde confirmou nesta quinta-feira, 12, um caso de febre amarela silvestre no País. O paciente, um estrangeiro, contraiu a doença em Alto Paraíso, em Goiás. Ele visitou a região dia 17 de janeiro, mas somente passou a manifestar sintomas ao chegar no Rio. Ele foi diagnosticado numa Unidade de Pronto Atendimento e encaminhado para a Fundação Oswaldo Cruz, onde recebeu tratamento. Ele já teve alta.

O ministério considera o caso isolado. O paciente que contraiu a doença não havia sido vacinado. Os últimos casos de febre amarela silvestre confirmados no País foram em 2013. Também naquela época, os pacientes não haviam sido vacinados. 

Embora considere o caso isolado, o Ministério da Saúde informou que a vigilância foi reforçada na região de provável contaminação do paciente estrangeiro. Também foi ampliado o esforço para imunizar pessoas da região que eventualmente não tenham o completo esquema vacinal contra febre amarela.

A febre amarela silvestre é transmitida pela picada de mosquito contaminado. Algumas áreas do País, como a Região Amazônica e o Centro-Oeste, são consideradas endêmicas. A recomendação do ministério é que habitantes dessas regiões sejam vacinados. O mesmo vale para visitantes de áreas de risco. Eles devem tomar a vacina pelo menos 10 dias antes da viagem. O imunizante tem validade de dez anos. 

Em 2014 as recomendações da vacina para febre amarela foram atualizadas. No novo protocolo, crianças que completaram o esquema vacinal na infância não precisam fazer reforço a cada 10 anos. Aqueles que tomaram a primeira dose na adolescência ou fase adulta, precisam repetir a vacina apenas uma vez. Com duas doses, com intervalos de dez anos, a pessoa é considerada imunizada para toda a vida.

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