Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Ministério da Saúde quer zerar em um ano fila de cirurgia para bebês cardiopatas

Meta é aumentar em 30% o número de procedimentos em crianças de até um ano; pasta também anunciou recurso de R$ 3 milhões para reforma da UTI do Incor

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

11 Julho 2017 | 17h34

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde quer zerar em um ano a fila de espera por cirurgias cardíacas para bebês de até um ano de idade que tenham cardiopatia congênita. De acordo com o ministro da pasta, Ricardo Barros, o orçamento para esse tipo de procedimento aumentará de R$ 52,2 milhões para R$ 91,5 milhões, o que representa um crescimento de 75,2% e inclui também crianças e adolescentes. O anúncio ocorreu durante o lançamento do Plano Nacional de Assistência à Criança com Cardiopatia Congênita, realizado nesta terça-feira, 11, no Instituto do Coração (Incor), do Hospital de Clínicas de São Paulo. 

Com o incremento, a meta é aumentar em mais de 30% o número de cirurgias, indo de 9,2 mil para 12,6 mil por ano, o que inclui, além de recém-nascidos, crianças e adolescentes. O novo plano de assistência inclui, ainda, o reajuste dos valores das cirurgias de cardiopatia congênita na tabela SUS.  Segundo Barros, a ampliação dos recursos provêm de uma economia de R$ 3,5 bilhões na compra de medicamentos, que teriam sido renegociados com fornecedores. “Temos muitas outras (especialidades) para atender ainda, muitos procedimentos para rever o financiamento no SUS, como fizemos com esse, e faremos a partir da economia que geramos com austeridade”, afirmou o ministro.

De acordo com o Ministério da Saúde, 28,9 mil crianças nascem anualmente com cardiopatia congênita, um tipo de má formação que, em 40% dos casos, requer um procedimento cirúrgico no primeiro ano de vida. Ela é considerada a terceira maior causa de morte para bebês de até 30 dias de vida.

Barros fez, ainda, críticas às instituições de saúde que não cumprem o mínimo de cirurgias cardíacas congênitas acordadas, o que, segundo o ministério, são 49% do total. Segundo ele, com o plano de assistência, as instituições que não cumprirem o que foi determinado nas portarias não receberão recursos da União no próximo semestre.  "Nós ainda não vamos cortar as portarias de quem não produz, mas estamos sinalizando isso com clareza para ninguém dizer que foi pego de surpresa.” 

Na ocasião, o ministro também anunciou a destinação de R$ 3 milhões para a realização de uma reforma na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Incor. Ele não especificou, contudo, qual será a destinação dos valores.

 

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