Ed Ferreira/Estadão
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Ministro afirma que Mais Médicos é permanente

Arthur Chioro descarta caráter temporário do programa, que seleciona profissionais para locais onde há falta de médicos

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 15h03

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Arthur Chioro, descartou nesta quinta-feira, 26, o caráter temporário do Mais Médicos. Ele afirmou que, mesmo depois de ampliadas as vagas de cursos de Medicina e de residência, o programa deverá continuar. "Ele veio para ficar", disse.

Segundo ele, o programa é uma garantia de oferta de profissionais  para cidades mais afastadas, consideradas pouco atrativas. "Não adianta apenas a residência. É preciso um indutor para que o médico fique em locais mais afastados durante um período. Caso contrário, o residente continuará optando pelos   grandes centros", disse.

Balanço divulgado pelo Ministério da Saúde mostra que 750 profissionais se candidataram para a segunda chamada do Mais Médicos. Eles têm até o dia 2 para se apresentar aos postos de trabalho. Caso todos iniciem o trabalho, 98% das vagas da expansão do programa terão sido preenchidas. "Restarão para a terceira chamada 85 postos de trabalho, distribuídos em 47 municípios. É um número a se comemorar", disse.

Chioro afirmou que, diante dos números, dificilmente será necessária a realização de um convênio com a Organização Pan-Americana de Saúde para recrutamento de profissionais em Cuba. "Há ainda a terceira chamada, depois as vagas serão abertas para profissionais brasileiros formados no exterior e para estrangeiros."

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