Monja beneditina usa web para combater vacina contra H1N1

Teresa Forcades expressa preocupação com possibilidade de que a vacina compulsória seja compulsória

Reuters,

08 Outubro 2009 | 14h31

Uma monja beneditina espanhola, doutora em medicina, está liderando uma campanha contra a vacinação para a gripe suína, por meio de um vídeo distribuído via Internet que já foi assistido por milhares de pessoas.

 

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Teresa Forcades, também autora de Los crímenes de las grandes compañías farmacéuticas e de La teología feminista en la historia, expressa no vídeo sua preocupação com a possibilidade de que os governos possam decretar vacina compulsória contra o H1N1 sem que conheçam os efeitos colaterais da vacina.

 

O vídeo de 54 minutos de duração está disponível na Web há 10 dias e pode ser assistido na íntegra. Ele vem sendo redistribuído em larga escala via correio eletrônico ou de trechos oferecidos pelo serviço de vídeo YouTube.

 

Forcades, usando seu hábito e tendo ao fundo o mosteiro de San Benet, em Monserrat (Catalunha), reflete sobre suas dúvidas quanto à declaração de uma pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS), alegando que, em lugar disso, a gripe suína é uma enfermidade com índices de mortalidade inferiores aos da gripe sazonal.

 

"Se a mortalidade é menor, como se pode declarar uma pandemia?," pergunta Forcades, que cita diversos relatórios e documentos oficiais para contrastar seus dados.

 

A OMS declarou que a gripe suína é pandemia em junho. A doença até agora causou 343.298 casos confirmados por exames de laboratório, e pelo menos 4.108 mortes no mundo.

 

A organização expressa confiança na vacina e a definiu como a mais importante ferramenta de combate à pandemia. Mas no vídeo a monja beneditina volta a expressar suas dúvidas sobre os efeitos colaterais que a aplicação de duas doses de vacina poderia causar, amplificados por uma terceira dose de vacina contra a gripe sazonal.

 

"Com isso, a possibilidade de que as vacinas causem efeitos colaterais é triplicada. Embora isso seja teórico, na prática não se sabe o que pode acontecer, porque ninguém recebeu três doses de vacina contra a gripe," afirma.

 

Em uma resenha publicada na Internet, Forcades explica que estudou medicina na Universidade de Barcelona e depois se especializou em medicina interna nos Estados Unidos.

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