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Morre Hermann Schatzmayr, virologista que combateu pólio e dengue no Brasil

estadao.com.br

21 Junho 2010 | 17h 09

Schatzmayr trabalhou na erradicação da varíola e presidiu a Fundação Oswaldo Cruz na década de 90

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informa que morreu o virologista Hermann Gonçalves Schatzmayr, aos 75 anos. Hermann estudou a pandemia de gripe de 1957-1958 no Rio de Janeiro e participou dos esforços de erradicação da varíola e de combate à poliomielite no País. Também foi o responsável pelo isolamento dos vírus do dengue 1, 2 e 3 no Brasil. Hermann morreu por falência múltipla dos órgãos, no Rio de Janeiro.

 

Pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz por quase meio século, Hermann ingressou na Fiocruz em 1961, onde atuou desde então, afastando-se apenas durante períodos no exterior para estudos. Por 30 anos esteve à frente do Departamento de Virologia no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), que deu origem a diversos centros de referência nacionais e internacionais.

 

Ocupou o cargo de presidente da instituição entre 1990 e 1992. Membro da Academia Brasileira de Medicina Veterinária e da Academia Brasileira de Ciências, integrou vários comitês internacionais da Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

Em 1961, passou a integrar a equipe do recém-montado Laboratório de Poliomielite do Instituto Oswaldo Cruz, em Manguninhos. Na época único pesquisador da área de virologia na instituição, desenvolvia pesquisas que incluíam o isolamento e identificação do vírus da pólio e o estudo de surtos.

 

Pouco depois, liderou a equipe responsável pela diluição e distribuição da vacina Sabin - que acabara de ser adotada pelo Brasil e era importada na forma concentrada para o País.

 

Durante três décadas, atuou como coordenador da área de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz e esteve à frente de projetos de pesquisas relacionados, além de poliomielite, varíola e rubéola, entre outros vírus. 

Na década de 80, quando a epidemia de dengue já preocupava em alguns países da América Latina, dedicou-se ao estudo do vírus, isolando pela primeira os tipos 1, 2 e 3.

 

Nesta época já contava com o companheirismo, também no laboratório, da esposa Ortrud Monika Barth, pesquisadora da Fiocruz, com quem foi casado durante 49 anos.

 

Hermann Schatzmayr deixa esposa, dois filhos, cinco netos.

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