Mortalidade de idoso por queda cresce quatro vezes na última década em SP

Índice passou de 7,6 óbitos por 100 mil pessoas acima de 60 anos em 2000 para 28,4 por 100 mil em 2008

estadão.com.br

23 Julho 2010 | 12h36

SÃO PAULO - A mortalidade de idosos com mais de 60 anos por quedas aumentou quatro vezes nesta década no Estado de São Paulo, segundo balanço da Secretaria de Estado da Saúde.

O índice passou de 7,6 óbitos por 100 mil em 2000 para 28,4 por 100 mil em 2008, último dado disponível. Em números absolutos, houve 1.240 mortes de idosos vítimas fatais de quedas em 2008, quase cinco vezes mais que em 2000. Os casos são crescentes ano a ano (veja quadro abaixo).

O envelhecimento da população é apontado como uma das causas prováveis do resultado. Com o aumento da expectativa de vida da população, muitos dos que já estavam na faixa da terceira idade no início da década ficaram ainda mais velhos.

"Sabemos que uma pessoa com 80 anos é mais suscetível a ter complicações após uma queda do que uma de 60, por exemplo. Além disso, houve aprimoramento dos sistemas de notificação e controle sobre idosos vítimas de quedas", afirma Marília Louvison, coordenadora da área de Saúde do Idoso da secretaria.

Para os especialistas na área, é possível dividir em três grandes grupos as principais causas de quedas. A principal delas é a condição física e motora do idoso, que pode ser prejudicada por influência de um remédio, tonturas, problemas oftalmológicos, auditivos ou fraqueza muscular.

Das causas externas, as mais comuns são os obstáculos, que podem estar em casa - como móveis, tapetes e falta de iluminação - ou fora dela, como raízes de árvores, degraus ou calçadas esburacadas.

"Com esse olhar, é possível dizer que as principais dicas são cuidar bem da saúde, fazer exercícios físicos e caminhar com atenção. O importante é ter em mente que o medo de cair não pode impedir os passeios, que são uma forma de atividade", afirma Marília.

Na capital, a secretaria promove oficinas de conscientização dos idosos e acompanhantes no Instituto Paulista de Geriatria e Gerontologia (IPGG) e no Centro de Referência do Idoso (CRI), na zona norte.

De 21 a 25 de junho, um ciclo de palestras e oficinas específicas para evitar quedas foi realizado nas duas instituições, em comemoração à Semana Mundial de Prevenção de Quedas de Pessoas Idosas. Foi feita distribuição gratuita de apostilas com dicas de conduta.

Confira algumas dicas para a prevenção de quedas entre idosos:

" Prefira calçados de salto baixo e que não soltem dos pés;

" Sente-se para vestir calçados;

" Retire os tapetes da casa;

" Mantenha escadas e áreas de circulação livres de móveis e objetos;

" Evite subir em bancos e escadas para pegar objetos fora do alcance das mãos;

" Levante-se devagar e encontre equilíbrio antes de andar;

" Use o corrimão das escadas;

" Utilize luz noturna;

" Evite chocolate, café, chá mate e preto e refrigerantes em excesso. Esses alimentos podem dar tontura;

" Tome remédio só com prescrição médica.

Ano População de Idosos Óbitos por queda Mortalidade 2000 3316957 253 7,63 2001 3364622 593 17,62 2002 3409103 569 16,69 2003 3451858 698 20,22 2004 3494555 680 19,46 2005 3591383 794 22,11 2006 3640716 1024 28,13 2007 4290302 1065 24,82 2008 4362402 1240 28,42

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