Frederick Murphy/CDC
Frederick Murphy/CDC

Mortes apontam para novo surto de Ebola no Congo, diz ministério

Uma pessoa testou positivo para o vírus no país, o que alertou autoridades locais; experiência auxiliou epidemia a ser controlada na localidade em 2014

Aaron Ross, O Estado de S.Paulo

12 Maio 2017 | 16h04

KINSHASA - Uma pessoa da República Democrática do Congo que morreu de febre hemorrágica testou positivo para o vírus do Ebola, assinalando o início de uma nova epidemia, alertaram o Ministério da Saúde do país e a Organização Mundial de Saúde (OMS) nesta sexta-feira, 12.

O caso foi confirmado com exames em nove pessoas que tiveram febre hemorrágica na província de Bas-Uele, no nordeste congolês, aproximadamente em 22 de abril ou depois, disse um comunicado do ministério. A doença já matou três pessoas. "Nosso país precisa confrontar um surto do vírus do Ebola que constituiu uma crise de saúde pública de relevância internacional", afirmou a pasta.

O porta-voz da OMS no Congo, Eugene Kabambi, disse: "É em uma zona muito remota, muito arborizada, então tivemos um pouco de sorte. Sempre levamos isto muito a sério". A epidemia de Ebola mais recente é a oitava do Congo, recordista nesse quesito. A febre hemorrágica mortal foi detectada primeiramente em florestas tropicais densas em 1976 e batizada em homenagem a um rio próximo chamado Ebola.

Essa experiência ajudou as autoridades congolesas a reagir com eficiência a um surto em 2014 que matou 49 pessoas. Ao mesmo tempo, um surto separado matou mais de 11.300 pessoas e infectou cerca de 28.600 ao se espalhar por Guiné, Serra Leoa e Libéria, causando alarme em todo o mundo.

Em junho do ano passado, a OMS declarou a Libéria livre de transmissão ativa do vírus do Ebola. A Libéria foi a última nação ainda combatendo a pior epidemia da doença no planeta. "Nosso país está cheio de pessoas bem treinadas nessa questão, e nossos profissionais de saúde também ajudaram a conter epidemias semelhantes em outros países", disse o Ministério da Saúde em um informe, acrescentando que uma equipe de reação irá chegar à área no sábado. /REUTERS

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