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'Mosquito não pode ser mais forte que o País', diz ministro da Saúde

- Atualizado: 13 Fevereiro 2016 | 13h 53

Para Marcelo Castro, não houve negligência federal no combate ao Aedes; ele participou de força-tarefa nacional de conscientização

SALVADOR - O ministro da Saúde, Marcelo Castro, chegou cedo ao Centro Histórico de Salvador, na  manhã deste sábado, 13, pouco antes das 8 horas, para dar a largada na grande mobilização nacional de combate ao mosquito Aedes Aegypti. Pouco antes de começar a caminhada, o ministro falou sobre a sua esperança de vencer  o avanço do mosquito transmissor de dengue, zika e chikungunya, contando com o apoio da sociedade civil. “Um mosquito não pode ser mais forte que o País”, disse ele,

Ao lado de militares das Forças Armadas, de integrantes da Polícia Militar da Bahia, dos secretários e Saúde do estado, Fábio Vilas-Boas, e do município, José Antonio Rodrigues Alves, e de alguns agentes comunitários de saúde, ele percorreu, inicialmente o Pelourinho e adjacências, conversou com transeuntes e participou da vistoria em alguns estabelecimentos comerciais. Em outros pontos de grande movimentação popular, como o Dique do Tororó, na região central da capital baiana, também eram vistos militares panfletando desde o início do dia.

O ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI)

O ministro da Saúde Marcelo Castro (PMDB-PI)

O ministro citou dos exemplos bem sucedidos de ações populares, em pequenas cidades, que resultaram na redução drástica do número de infectados e até mesmo chegaram a zerar a presença do mosquito. Ele mencionou a cidade de Água Branca, no interior do Piauí, que por meio e um projeto local de distribuição de selos estimulou a população, de cerca de 17 mil habitantes, a evitar criadouros das larvas. Os selos tinham as cores vermelha indicando locais com a presença de larvas; amarela, em sinal de alerta para possíveis criatórios, e verdes, que apontavam os locais livres de contaminação.

 

“Houve uma corrida ao selo verde, e todos se empenharam para receber a distinção”, contou. No ano passado foram registrados apenas sete casos de dengue na região. Em dois anos, eles conseguiram reduzir o índice de infestação do Aedes aegypiti de 7,4%, para zero. Entretanto, o ministro negou que o governo federal tenha planos de adotar essa política de premiação em nível nacional. “Essas iniciativas são municipais ou estaduais”, disse  ele.

Cobrança. Castro negou também que tenha havido negligência federal diante do avanço da epidemia de dengue verificada nos últimos anos no país e afirmou que o esforço no combate ao aedes aegypti será nacional, embora apenas 350 cidades participem desse início da ação. Ele garantiu que foram adotadas todas as medidas cabíveis e tomadas todas as providências desde os primeiros casos de microcefalia no Brasil.

"Desde a primeira vez que o Ministério da Saúde foi notificado de um caso de microcefalia nossa equipe técnica começou a agir. No dia 11 de novembro nós já decretávamos estado de emergência na saúde pública", disse, acrescentando que no dia 29 de novembro foi comprovado que os casos de microcefalia eram consequência da epidemia do zika vírus. Ele completou afirmando que o problema hoje é mundial.

Após a caminhada por parte do Centro Histórico, a comitiva seguiu para outros pontos da cidade. Foram visitados o Mercado Modelo, a estação Rodoviária e o Aeroporto Internacional de Salvador, de onde o ministro seguiu viagem no final da manhã.

 

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