Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

MP investiga falta de vacina contra febre amarela nos postos de SP

Para Promotoria, não está suficientemente claro para a população quem deve se imunizar e onde é possível aplicar a dose

O Estado de S.Paulo

19 Janeiro 2018 | 19h57
Atualizado 19 Janeiro 2018 | 22h39

SÃO PAULO - O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) instaurou inquérito civil para apurar a falta de vacina contra febre amarela e as responsabilidades do Estado e do Município de São Paulo em indicar os postos com imunização. A iniciativa do promotor de Justiça Arthur Pinto Filho, da Promotoria de Direitos Humanos-Saúde, cita o caso de uma pessoa que buscou a UBS Humaitá, no Bexiga, região central paulistana. Na ocasião, teria sido informado por uma servidora “que a senha seria distribuída pela manhã em horário indeterminado, em torno das 9 horas”. Segundo ela, também seria impossível garantir o horário em que o atendimento ocorreria no dia seguinte.

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A corrida aos postos e a busca de senhas têm provocado grandes filas e desabastecimento em alguns locais, como mostrou o Estado nesta semana. Ainda nesta sexta-feira, 19, houve tumulto na entrega de senhas na UBS Jardim Helena, zona leste, e tentativa de invasão, contida pela Guarda Civil Municipal.

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“Não resta suficientemente claro e esclarecido ao conjunto da população onde a população deve se vacinar, quem deve ou não se vacinar (...), como se vacinar e como se prevenir. E qual a parte da população que prioritariamente deve ser vacinada”, alega o promotor na abertura do inquérito. A Promotoria afirma também que não fica de forma suficientemente clara para a população paulistana os locais de vacinação - destacando as informações da imprensa sobre falhas no abastecimento. “Não é possível que a população saia às ruas batendo nas portas dos postos para saber se haverá ou não vacinação.”

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Procurada, a Prefeitura informou que só se pronunciará após notificação oficial. Mas já definiu 16 distritos para ampliação da cobertura vacinal a partir do dia 26. No dia 25, o Estado já adiantará a imunização de emergência, com doses fracionadas, em 53 cidades.

Na capital, a Secretaria Municipal da Saúde informou que a escolha dos distritos “se deu de acordo com a proximidade com corredores ecológicos e o risco de exposição à doença”. Os postos das zonas norte, sul e oeste que já fazem a imunização também vão passar a oferecer apenas a dose fracionada.

 
 

 

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