Celso Junior
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MP libera Aedes transgênico em Piracicaba sob condições

Entre as exigências está a não proibição do uso de inseticidas na área tratada, o que pode causar a morte também do espécime transgênico; 2 milhões de mosquitos serão soltos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2015 | 17h38

SOROCABA - O Ministério Público Estadual impôs condições para o uso do mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado contra a dengue, em Piracicaba, interior de São Paulo. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi assinado nesta quarta-feira, 15, entre a prefeitura e representantes do MPE. O município poderá seguir com o projeto que prevê a soltura de até 2 milhões de mosquitos transgênicos no bairro Cecap, mas terá de seguir algumas regras.

Entre as exigências está a não proibição do uso de inseticidas na área tratada, o que pode causar a morte também do espécime transgênico. De acordo com a promotora Maria Christina Marton de Freitas, impedir o uso do inseticida poderia deixar a população mais vulnerável à dengue. O TAC exige garantias de controle sobre a população de mosquitos selvagens e também que a prefeitura mantenha as demais medidas de combate à dengue, como a erradicação de criadouros do mosquito transmissor.

O representante da Oxitec, Glen Slade, considerou que o uso de inseticidas não compromete o projeto, já que os insetos serão soltos no ambiente três vezes por semana. Serão usados apenas mosquitos machos, que não picam as pessoas. Os espécimes foram modificados geneticamente para produzir filhotes que não atingem a idade adulta, interrompendo o ciclo de reprodução da espécie. A primeira soltura está prevista para a última semana deste mês. 

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