MÁRCIO FERNANDES/ESTADÃO
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MP pede quebra de sigilo de 22 ligados à Santa Casa de SP

Promotoria vê fortes indícios de tráfico de influência, nepotismo, enriquecimento ilícito e contratação irregular envolvendo ex-gestores do hospital, segundo informações do SPTV

O Estado de S. Paulo

14 Abril 2015 | 21h45

SÃO PAULO - O Ministério Público Estadual (MPE) pediu nesta terça-feira, 14, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e dos cartões de crédito de 22 pessoas, físicas e jurídicas, ligadas à Santa Casa de São Paulo, segundo informou o telejornal SPTV, da TV Globo.

Segundo a reportagem, a Promotoria vê fortes indícios de tráfico de influência, nepotismo, enriquecimento ilícito e contratação irregular de serviços envolvendo pessoas ligadas à Santa Casa. Entre os alvos da queda de sigilo estão o provedor-licenciado Kalil Rocha Abdalla, a mulher e o filho dele.

A direção da Santa Casa informou que ainda não foi notificada sobre a medida, mas disse que está à disposição das autoridades. Abdalla não foi localizado pela reportagem do Estado nesta terça-feira.

Em setembro de 2014, a Santa Casa divulgou que devia R$ 433 milhões a bancos e fornecedores. Em julho, a instituição havia fechado seu pronto-socorro por 30 horas por falta de recursos para a compra de materiais e medicamentos. Uma auditoria externa feita pela Secretaria Estadual da Saúde, contudo, apontou que a dívida chega a R$ 773 milhões.

Segundo o SPTV, os promotores alegam que, entre 2009 e 2014, a Santa Casa recebeu dos cofres públicos muito mais recursos do que gastou com pacientes e o endividamento da instituição só cresceu no período, o que levanta suspeita sobre desvio de dinheiro dentro do hospital.

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