Mudanças na atmosfera sugerem atividade vulcânica em Vênus

Níveis de gases tóxicos aumentaram significativamente, de acordo com astrônomos europeus

Efe

03 Dezembro 2012 | 11h01

A erupção de um dos vários vulcões de Vênus pode estar por trás de uma dos mais importantes mudanças que já ocorreram na atmosfera do planeta desde que a Agência Espacial Europeia (ESA) começou a estudá-lo, há 6 anos.

 

As variações na densidade do dióxido de enxofre detectadas na atmosfera de Vênus, um milhão de vezes maior que a da Terra, sugerem que um ou vários vulcões do planeta podem ter entrado em erupção em um "passado recente", anunciou a ESA nesta segunda-feira, 3, por comunicado.

 

Os astrônomos da missão Venus Express tem como base dessas hipóteses o fato de que o gás tóxico, que se desfaz em poucos dias devido à luz solar, passou a se concentrar nas camadas mais altas da atmosfera, o que só pode significar que esses compostos foram "empurrados" de baixo para cima.

 

"Uma erupção vulcânica atua como um pistão e eleva o gás", disse Jean Loup-Bertaux, um dos autores do estudo publicado na revista especializada Nature Geoscience. Ele ainda advertiu que as peculiaridades na circulação deste elemento no planeta poderiam ter produzido o mesmo efeito.

 

Vênus tem um tipo de atmosfera que os cientistas chamam de super-rotante, que só demora 96 horas para mudar completamente, o que torna difícil identificar pontos de origem dos gases.

 

As mudanças na densidade da atmosfera de Vênus ocorrem periodicamente desde a primeira missão de observação enviada ao planeta pela agência espacial dos Estados Unidos (Nasa), em 1978, o que reforça a teoria da atividade vulcânica, embora não tenha sido completamente confirmada. 

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