Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Nº de casos de febre amarela sobe para 213, com 81 mortes no País

Metade das ocorrências está no Estado de São Paulo, com 108 pacientes com a infecção; em seguida, vem Minas, com 77

Fábio Grellet e Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo

30 Janeiro 2018 | 19h25
Atualizado 30 Janeiro 2018 | 23h34

BRASÍLIA E RIO - O número de mortes confirmadas por febre amarela este ano é quase o dobro do registrado no mesmo período de 2017. Dados do Ministério da Saúde mostram que, da última semana de dezembro até ontem, foram registradas 80 mortes pela doença. Os registros de dezembro de 2016 até 31 de janeiro do ano passado indicavam 47 óbitos confirmados.

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O ministro da Saúde, Ricardo Barros, atribuiu a variação à melhoria na investigação das mortes suspeitas de terem sido provocadas pela doença. “Ano passado, a confirmação das mortes era mais demorada”, justificou.

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De julho até esta terça, o País confirmou 213 casos de febre amarela. O avanço da doença neste mês fica claro quando se analisa o boletim da última semana de 2017. Até dia 26 de dezembro, haviam sido confirmados 4 casos de febre amarela. Isso significa que, em um mês, foram feitas 209 confirmações da infecção.

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O avanço das mortes também é evidente. Na última semana de 2017, havia 1 registro. Agora, são 81. Em uma semana, 48 mortes foram confirmadas. 

Barros, porém, sustenta que a situação da febre amarela neste ano é melhor do que a do ano passado. “Está bem.” Quase metade dos registros se concentra em São Paulo, Estado que confirmou até o momento 108 pacientes com a infecção. Em seguida vem Minas, com 77 notificações confirmadas.

Letalidade

A taxa de letalidade é semelhante em São Paulo e em Minas. No primeiro Estado, está por volta de 40%. Em Minas, 38% - mesmo porcentual nacional. Semana passada, o coordenador do Departamento de Vigilância em Doenças Transmissíveis, Márcio Garcia, disse que os índices estão dentro do esperado na literatura.

 

Rio

Onze pessoas já morreram acometidas por febre amarela no Estado do Rio de Janeiro em 2018, segundo boletim divulgado nesta terça-feira pela Secretaria Estadual de Saúde. O número de casos chegou a 32. Em relação ao balanço anterior, do dia anterior, foram confirmadas mais duas mortes e cinco casos .

Uma das duas novas mortes foi registrada em Cantagalo, no centro do Estado, e a outra em Paraíba do Sul, no sul do Estado. Dois dos cinco novos casos ocorreram nessas mesmas cidades. As outras três foram registradas em Carmo, Sumidouro e Valença.

O número de municípios onde foram registrados casos de febre amarela aumentou de 10 para 12 - entraram nessa lista Paraíba do Sul e Carmo. O município com mais casos continua sendo Valença (14, com quatro mortes), seguido por Teresópolis (quatro casos e duas mortes), Sumidouro (três casos), Duas Barras e Cantagalo (dois casos em cada, com uma morte em Cantagalo), Carmo, Vassouras, Petrópolis (um caso em cada município, sem morte), Paraíba do Sul, Miguel Pereira, Nova Friburgo e Rio das Flores (um caso e uma morte em cada município).

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