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Na véspera do 'zika day', Dilma pede apoio de evangélicos

Presidente se reuniu no Planalto por quase três horas com líderes religiosos; mobilização será nas escolas do País

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Tânia Monteiro,
O Estado de S. Paulo

18 Fevereiro 2016 | 22h26

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff e a maioria dos seus ministros participam nesta sexta-feira, 19, em várias cidades e Estados do Dia Nacional de Mobilização da Educação contra o zika. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que está coordenando esta nova etapa de combate ao mosquito, disse, em programa de rádio, que “há uma grande mobilização para que a gente comece uma longa caminhada para combater, de forma implacável, o Aedes aegypti”. 

Ainda com intuito de mobilizar diferentes segmentos que possam ajudar no combate aos criadouros do mosquito, a presidente Dilma se reuniu no Planalto, por quase três horas, com cerca de 40 líderes evangélicos que se colocaram à disposição do governo, mas ressaltaram que precisam de material para distribuir para seus seguidores. 

O pastor César Augusto Machado, da Igreja Fonte da Vida, ao sair da reunião, falou da “enorme preocupação” da presidente, mas informou que não discutiram a questão do aborto para fetos com microcefalia. “Temos que combater o vírus, não a vida”, declarou ele, ao lembrar que a recomendação da igreja é que as mulheres “evitem engravidar enquanto esta crise da microcefalia não passar”.

O ministro Mercadante, que está coordenando este novo dia de combate ao Aedes aegypti, ressaltou que a escola, por reunir um grande número de pessoas em uma estrutura organizada, é um importante meio de mobilização social. “Somos 60 milhões de estudantes, professores e servidores no Brasil. Na sala de aula podemos manter informada a juventude e as crianças e elas levarem para dentro de casa uma nova atitude, porque não adianta fazer apenas um dia de mobilização, o dia é para todo mundo parar e refletir, tem que ser uma campanha permanente”, observou o ministro.

Para fazer a sua parte na campanha, a presidente Dilma visitará uma escola em Juazeiro, na Bahia. O ministro da Saúde, Marcelo Castro, ficará em Brasília para visitar escolas da capital e ao final do dia, fará um balanço da mobilização. O ministro da Educação vai para Fortaleza. Segundo Mercadante, o objetivo é aproveitar o período de volta às aulas para incluir as comunidades escolares nas ações de combate e prevenção ao mosquito. 

O governo quer aproveitar a rede de escolas federais, distritais, estaduais e municipais de educação, em todos os níveis, da pré-escola à pós-graduação, para levar informações sobre as formas de extermínio do mosquito e identificação da doença. Para isso, o Ministério da Educação distribuirá material didático para ser utilizado em sala de aula, além de apoiar a produção científica e a pesquisa sobre o vetor e as suas doenças.

Neste dia de mobilização o governo quer que sejam feitas palestras em estabelecimentos de ensino do País, incluindo as 188.673 escolas de educação básica, as 63 universidades federais, os 40 institutos federais e Centros Federais de Educação Tecnológica. A iniciativa terá participação das secretarias estaduais e municipais de educação, além das Forças Armadas.

O ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, também está destacado para visitar uma escola em Brasília, assim como o do Planejamento, Valdir Simão. O presidente do Banco do Brasil também participará da mobilização e vai para João Pessoa, na Paraíba. O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, por exemplo, vai para Cuiabá.

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