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Não faltarão recursos contra o 'Aedes', diz ministro Valdir Simão

- Atualizado: 19 Fevereiro 2016 | 11h 34

Para titular do Planejamento, combate não será comprometido por ajuste; contingenciamento do Orçamento deve ser apresentado

BRASÍLIA  E SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - O ministro do Planejamento, Valdir Simão, garantiu na manhã desta sexta-feira, 19, que, apesar do ajuste fiscal, não vai faltar dinheiro para o combate ao vírus zika e ao mosquito Aedes aegypti. O discurso foi reforçado pelo ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Edinho Silva. Simão participou da Mobilização Nacional da Educação contra o mosquito Aedes aegypti, no chamado "Zika Day", no Instituto Federal de Brasília (IFB), uma escola técnica pública, em Samambaia, região administrativa do Distrito Federal.

No local, o ministro fez uma palestra para os estudantes e depois andou pelo câmpus, acompanhado de agentes do Exército, para uma vistoria em busca de possíveis focos do inseto.

No Instituto Federal de Brasília, o ministro do Planejamento, Valdir Simão, fez uma palestra para os estudantes e depois andou pelo câmpus, acompanhado de agentes do Exército

No Instituto Federal de Brasília, o ministro do Planejamento, Valdir Simão, fez uma palestra para os estudantes e depois andou pelo câmpus, acompanhado de agentes do Exército

A expectativa é de que o ministro apresente ainda nesta sexta-feira o contingenciamento do Orçamento Federal, um ajuste que deve ficar próximo de R$ 24 bilhões. Durante o evento, no entanto, ele evitou fazer comentários sobre o Orçamento ao ser questionado.

"Nós estamos aqui com ação importante, estamos vivendo uma emergência em saúde e  vamos falar hoje com as crianças e adolescentes sobre o enfrentamento do zika", disse. "Não faltarão recursos para o enfrentamento do zika e ao Aedes aegypti", garantiu depois de questionado se o ajuste fiscal poderia comprometer a campanha contra o mosquito.

Dicas para evitar o mosquito 'Aedes aegypti'
James Gathany/CDC/AP
'Aedes aegypti'

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika vírus, da dengue e da chikungunya; veja a seguir dicas para evitá-lo

No câmpus, Simão encontrou garrafas e outros possíveis focos, distribuiu panfletos e recolheu garrafas e outros potes onde seria possível juntar água parada, locais considerados como os preferenciais do inseto para depositar seus ovos.

São José dos Campos. Outro ministro que afirmou que o contingenciamento e a crise não afetarão a luta contra o Aedes foi Edinho Silva, da Secretaria de Comunicação Social (Secom). "Não há contingenciamento de recursos para o combate ao zika e a presidente Dilma (Rousseff) tem reforçado isso, inclusive destinando recursos para a descoberta de uma vacina", disse.

Edinho esteve na Escola Municipal Professor Geraldo de Almeida, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Ao chegar ao colégio, por volta das 9h30, o ministro deu uma aula sobre o combate ao mosquito, transmissor da dengue, da zika e da febre chikungunya, com orientações sobre prevenção e combate aos criadouros.

"Quando a presidente Dilma soube do nascimento de bebês em Pernambuco com microcefalia, determinou ações imediatas e pediu prioridade para a descoberta de uma vacina", disse Edinho aos estudantes, acompanhado do prefeito da cidade, Carlinhos Almeida (PT). "Dilma tem dito que um mosquito não é mais forte do que um País inteiro, vamos vencer esse mosquito", disse o ministro da Secom, repetindo o bordão propagado pela presidente da República.

O secretário municipal de Saúde de São José dos Campos, Paulo Roitberg, disse que a escola foi escolhida porque fica na periferia da zona leste, onde foram notificados dois dos cinco casos de zika registrados na cidade. "Todos esses cinco casos foram importados, quatro do Rio de Janeiro e um de Belo Horizonte", destacou.

Veja quais países terão mais prejuízo com o zika vírus
Andrea de Silva/Reuters
19º - Guiana

Após declarar que o zika vírus é uma emergência mundial, a OMS (Organização Mundial da Saúde) emitiu um alerta para 25 países da América do Sul, América e Central e Caribe (incluindo o Brasil) que irão receber milhares de turistas neste ano. Como resultado, esses países devem perder bilhões de dólares em verba vinda do turismo. A Guiana prevê um prejuízo de US$ 77 milhões

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