Nova diretriz do CDC enfatiza tratamento rápido contra H1N1

'O tratamento não deve esperar a confirmação laboratorial da influenza', recomendaram autoridades dos EUA

Reuters

08 Setembro 2009 | 20h04

WASHINGTON - Pacientes com sintomas de gripe ou dificuldades respiratórias devem ser rapidamente tratados com os antivirais Tamiflu ou Relenza, mesmo antes de serem submetidos a exames, recomendaram autoridades dos EUA nesta terça-feira, 8.

E os médicos deveriam considerar a criação de um sistema pelo qual os pacientes mais propensos a gripes graves tenham receitas a mão, de modo que possam receber por telefone a orientação de tomar os remédios caso desenvolvam sintomas, disse o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC na sigla em inglês) dos EUA.

"O tratamento não deve esperar a confirmação laboratorial da influenza porque os exames de laboratórios podem retardar o tratamento e porque um teste negativo rápido da influenza não descarta a influenza", diz o CDC.

Mas o órgão alerta que a maioria das pessoas não precisará de nenhum tratamento contra a gripe pandêmica H1N1, porque grande parte dos pacientes se recupera sozinha. "Eles podem ser tratados tomando canja da mãe em casa, com muitos fluidos e descanso", disse a jornalistas a médica do CDC, Anne Schuchat.

Ela afirmou que, por causa da pandemia, a atual temporada de gripe deve durar o ano todo, pelo menos até a próxima primavera.

O Relenza (do laboratório GlaxoSmithKline) e o Tamiflu (da Roche) podem ajudar a salvar as vidas de pacientes com gripes graves caso sejam administrados cerca de um dia após os primeiros sintomas. Eles também podem atenuar os sintomas de casos mais brandos e até prevenir a gripe se usados logo depois da exposição ao vírus.

Mas os estoques são limitados, e as autoridades temem que o uso abusivo gere cepas virais resistentes a esses medicamentos. Dois antivirais mais antigos, o amantadine e o rimantadine, já se tornaram inúteis contra a gripe sazonal.

O CDC deixou claro que algumas pessoas deveriam usar os antivirais profilaticamente (preventivamente). É o caso de alguns profissionais da saúde que tratam de pacientes com a popularmente conhecida "gripe suína" e de pessoas em situação de alto risco, como asmáticos que saibam ter tido contato com pessoas infectadas.

Mas a nova diretriz acrescenta a opção de observar se uma pessoa tem febre. "Em vez do uso preventivo dos antivirais, os clínicos podem considerar uma observação atenta", disse Schuchat.

Grávidas, asmáticos, diabéticos e pessoas com doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas estão particularmente vulneráveis à nova gripe, para a qual uma vacina está sendo desenvolvida.

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