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Nova York, Inglaterra e Espanha registram 8 casos do zika vírus

- Atualizado: 23 Janeiro 2016 | 20h 37

Em todos os casos registrados nesses países, os pacientes apresentaram sintomas após retornarem de viagens internacionais

Os departamentos de Saúde de Nova York, nos Estados Unidos, da Inglaterra e da Espanha anunciaram que oito pessoas foram diagnosticadas com o zika vírus em seus países. Em Nova York, um dos pacientes já está totalmente recuperado e os outros estão se melhorando sem nenhuma complicação, segundo informações do órgão.

"Não há praticamente nenhum risco de que pegar o zika vírus no Estado de Nova York neste momento", disse o comissário de Saúde do Estado de Nova York, Howard Zucker, em comunicado, lembrando que esses mosquitos transmissores não são ativos em meses frios do inverno. Zucker pede ainda, no mesmo documento, que as pessoas que costumam viajar a países de clima mais quente, onde há casos do vírus, especialmente as mulheres grávidas, para verificarem todos os "alertas de saúde antes de viajar".

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika vírus, da dengue e da chikungunya

Desde 2015, o Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos já confirmou 12 casos de zika no país. Em todos eles, os pacientes foram contaminados em viagens a outros países.

Inglaterra. O Serviço Público de Saúde da Inglaterra confirmou neste sábado, 23, o diagnóstico de zika vírus em três britânicos, que haviam voltado de viagens recentes para países sul e centro-americanos. Os pacientes viajaram para a Colômbia, Suriname e Guiana.

O departamento informou que o vírus "não ocorre naturalmente" no Reino Unido e que só é transmitido pela picada do mosquito Aedes aegypti. "Um número pequeno de casos ocorreram por transmissão sexual ou de mãe para o filho, através da placenta", disse em comunicado. 

Espanha. A Agência de Saúde Pública da Espanha também confirmou que duas mulheres de origem sul-americana foram diagnosticadas com o vírus, logo após retornarem de seus países. 

O vírus, que causa preocupação no Brasil e começou a se propagar na América Latina, é transmitido pelo Aedes aegypti - o mesmo da dengue e da febre chikungunya. Apesar de ainda não confirmados, alguns estudos apontam que a zika pode ter transmissão perinatal (da mãe para o bebê) ou através de relações sexuais.

O Departamento de Saúde de Nova York sugere que as mulheres grávidas posterguem destinos na América Latina e Caribe devido ao zika vírus, responsável pelo aumento do casos de microcefalia em bebês na região. No México, país que já registrou 15 casos de infecção por zika, a campanha de conscientização já começou. O primeiro caso foi registrado em novembro, mas nenhum envolvendo gestantes. Mesmo assim, as autoridades fizeram um alerta para que as pessoas que viajem ao Brasil e à Colômbia "tomem cuidado".

A Organização Pan-Americana da Saúde (OPS) notificou que são 18 os países que confirmaram a circulação autóctone (transmissão dentro do próprio território) do zika vírus entre 2015 e 2016, entre eles Equador, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, México, Panamá, Porto Rico e Venezuela. 

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