Número de mortos por Ebola sobe para 1.145

Quantidade de casos chega a 2.172; Organização Mundial de Saúde diz que remédio experimental não deve alimentar falsas esperanças

O Estado de S. Paulo

15 Agosto 2014 | 17h18

O surto de Ebola na África Ocidental causou nos dois últimos dias que se tem registro, terça-feira e quarta, 76 novas mortes, 58 delas na Libéria. A Organização Mundial de Saúde (OMS) confirmou nesta sexta-feira também que há 152 novos casos de pessoas que contraíram o vírus no grupo de países afetados: Libéria, Serra Leona, Guiné e, em menor medida, Nigéria.

No  total, o número de pessoas mortas sobe para 1.145 e o número de casos chega a 2.127 casos. A OMS destacou, nesta sexta, que sua aprovação, de caráter ético, para utilizar terapias experimentais em infectados por Ebola não deve alimentar falsas esperanças de que esta é a solução à crise sanitária. 

 

A OMS também indicou que as amostras de remédios que estão sendo desenvolvidas ou se esgotaram ou são escassas e que mesmo realizando esforços para produzir um número maior isso demoraria vários meses.

Veja vídeo de uma vila em Serra Leoa devastada pelo Ebola.

 

Economia. O vírus mortal Ebola tem desequilibrado o fluxo de mercadorias, forçando a ONU a planejar comboios de alimentos para até um milhão de pessoas ameaçadas pela fome nas regiões mais pobres. 

O impacto é evidente na capital de Guiné, Conacri, onde já não chegam frutas ou legumes do campo. Na Serra Leoa e na Libéria, vários mercados fecharam. O preço do arroz e de outros alimentos básicos é crescente em áreas sob quarentena do Ebola. Caçadores de animais silvestres que podem transportar o vírus, perderam seus meios de sustento e agricultores em algumas áreas foram separados de suas colheitas.

Embora nenhum dos regulamentos restrinjam o movimento dos produtos básicos, o medo prejudica a oferta. Cerca de 1 milhão de pessoas em áreas isoladas podem precisar de assistência alimentar nos próximos meses. O Programa de Alimentação Mundial da Organização das Nações Unidas (ONU) preparou uma operação regional de emergência para alimentar os necessitados. A operação pode se estender por três meses.

"É uma crise de saúde, mas tem impacto sobre a 'segurança' dos alimentos", disse Fabienne Pompey, porta-voz do programa. A agência da ONU prestou assistência durante vários meses a milhares de pessoas, incluindo aquelas que são colocadas em quarentena e suas famílias./FÁBIO ROSSINI, COM AGÊNCIA INTERNACIONAIS

 

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