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Olimpíada ocorrerá, diz secretário de Atenção à Saúde do ministério

Alberto Beltrame afirma que, apesar de decretar emergência pela microcefalia associada ao zika, OMS não fez restrições a viagens

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Constança Rezende,
O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2016 | 15h08

RIO - O secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame, afirmou nesta quinta-feira, 4, crer que,  mesmo com a repercussão mundial da decretação de emergência na saúde pública pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à microcefalia, a Olimpíada de 2016 no Rio de Janeiro transcorra.

"A OMS não fez restrições a viagens e fez recomendações que o governo federal já tem feito. O Rio e o Brasil inteiro estão mobilizados contra o mosquito (Aedes aegypti, transmissor da zika, que em alguns casos é associada à má-formação), a proliferação do vetor e no seu tratamento, especialmente crianças com microcefalia", disse, na sede do Instituto Nacional do Câncer (InCa), no centro, em solenidade relativa ao Dia Mundial de Combate ao Câncer. "Creio que a Olimpíada vá transcorrer bem. O governo do Rio e a prefeitura do Rio estão fortemente engajadas no combate ao mosquito e  temos expectativa de controlar em breve esse problema tão sério da saúde publica."  

Em relação a produção de vacina contra o zika vírus, o secretário afirmou que o ministério está trabalhando em três linhas de pesquisa para o seu desenvolvimento. Uma é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), outra do Instituto Evandro Chagas e outra em parceria com a Glaxo.

"Esperamos o mais breve possível ter uma vacina. Em termos de prazo, é difícil estabelecer antecipadamente, mas já existe uma plataforma que a vacina contra a dengue possa ser utilizada para o desenvolvimento eventualmente, no de uma vacina que hoje é quadrivalente, seja pentavalente, que incluiria o zika", explicou.  "Mas é precoce  afirmar  prazos porque se trata de desenvolvimento tecnológico que ainda está em andamento."

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