Kacper Pempel/Reuters
Kacper Pempel/Reuters

OMS classifica surto causado por bactéria como 'muito severo'

Novos testes mostraram que variante da bactéria não coincide com as detectadas nas hortaliças espanholas

EFE com informações da Dow Jones,

31 Maio 2011 | 12h41

O surto da variante da bactéria E. coli foi classificado como "muito severo" pela Organização Mundial de Saúde (OMS). "Não sabemos qual é a origem do problema, mas estamos pedindo que todos países fiquem alertas e cooperem com as investigações", afirmou a médica Hilde Kruse, gerente do programa de segurança alimentar da OMS.

De acordo com testes feitos na Alemanha, os pepinos espanhóis não são fontes do surto que causou 15 mortes e contaminou mais de 1,4 mil pessoas na Alemanha, informou nesta terça-feira a senadora de Saúde de Hamburgo, Cornelia Prüfer-Storks.

A titular de saúde da cidade-estado alemã explicou, segundo o jornal Hamburger Abendblatt, que as análises realizadas em laboratório evidenciaram que a variante desta bactéria descoberta nos pepinos espanhóis não coincide com a encontrada nos sedimentos dos pacientes.

Prüfer-Storks indicou que as investigações comprovaram que a variante O104, isolada nos sedimentos dos pacientes examinados, especialmente agressiva e resistente a antibióticos, não coincide com a detectada nas hortaliças espanholas do mercado central de Hamburgo.

"Como antes, a fonte (do surto infeccioso) ainda não foi identificada", acrescentou a senadora de Saúde.

Prüfer-Storks, que foi a pessoa que apontou em um primeiro momento em direção aos pepinos espanhóis como fonte da infecção, reconheceu que ainda "não é possível dar por superado" o pico de casos do surto.

O Instituto de Higiene de Hamburgo mantém os testes em tomates, pepinos e alfaces em mercados, lojas de alimentação e restaurantes em busca da fonte da infecção, o que é essencial para acabar com o surto.

Desde que foi detectado o primeiro caso na semana passada, ao menos 15 pessoas já morreram, em sua maioria mulheres idosas, por causa da "E. coli Hemorrágica" e outras 1,4 mil foram contaminadas, das quais 570 vivem em Hamburgo.

Veja também:

link Europa registra primeira morte por bactéria em legumes fora da Alemanha

link Surto de infecções intestinais deve piorar

link Anvisa monitora casos por meio da OMS

Mais conteúdo sobre:
bactéria infecção

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.