Zoom Dosso/AFP
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OMS confirma novo caso de morte por   ebola na Libéria

País africano havia sido declarado livre da doença em maio; ainda não se sabe se vítima contraiu vírus no local ou em nações vizinhas

O Estado de S. Paulo

30 Junho 2015 | 11h28

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) confirmou nesta terça-feira, 9, que um novo caso de ebola foi registrado na Libéria, país que tinha sido formalmente declarado livre da doença no dia 9 de maioO porta-voz da OMS, Tariq Jasarevic, disse em Genebra que um exame feito no corpo de uma pessoa que morreu no Estado de Margibi, no litoral central do país, deu positivo para ebola, e que agora estão aguardando mais informações das autoridades nacionais sobre o caso.

A confirmação da presença do vírus ocorreu em um laboratório de referência na Libéria.

A primeira medida foi o envio de uma equipe de especialistas do Ministério da Saúde à zona onde morreu a pessoa infectada.

Jasarevic antecipou que a Libéria terá que entrar novamente em uma fase de 42 dias (o dobro dos 21 dias de incubação do vírus) sem que seja detectado nenhum caso novo "para estar seguros que não há transmissão do vírus".

Um dos poucos detalhes que puderam ser confirmados é que a pessoa que morreu foi enterrada seguindo os procedimentos de segurança estabelecidos pela OMS, assegurou o porta-voz.

Durante a epidemia de ebola - que começou em março de 2014 na Guiné e que ainda não pôde ser erradicada desse país e de Serra Leoa -, os enterros inseguros foram um dos principais focos de contágio.

A Libéria foi o único dos três países afetados pela epidemia de ebola onde considerava-se que a situação tinha sido totalmente superada após ter cumprido 42 dias sem nenhum caso.

O Ministério da Saúde liberiano indicou o véspera em Monróvia que a vítima era um jovem de 17 anos, mas a OMS indicou nesta terça-feira que os detalhes do caso ainda estão sob investigação.

Não se sabe, além disso, se a pessoa infectada contraiu o ebola dentro do país ou se chegou infectado de algum dos dois países onde o vírus continua circulando. Também é desconhecido o número de pessoas que tiveram contato próximo com o falecido.

"Este caso demonstra o quão importante é manter a vigilância", afirmou o porta-voz da OMS. /EFE

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