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OMS orienta grávida a adiar viagem e se proteger

- Atualizado: 12 Fevereiro 2016 | 21h 54

Recomendação da Organização Mundial de Saúde inclui uso de preservativo para quem visitou locais de contaminação

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

A Organização Mundial da Saúde (OMS) publicou nesta sexta-feira, 12, um informe em que orienta que mulheres grávidas devem consultar seus médicos e considerar adiar visitas a localidades que tenham registros de casos de zika.

Com base na possível transmissão sexual da doença, o informe diz ainda que homens e mulheres que visitarem locais que têm o vírus em atuação devem fazer uso de preservativos durante as relações sexuais. Isso vale principalmente para as gestantes e seus parceiros.

A OMS recomenda que os turistas se mantenham informados não só sobre o zika vírus, mas sobre outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Também afirma que governos devem fazer recomendações sobre saúde pública e viagens com a população local.

5 orientações da OMS sobre o zika vírus
REUTERS
Mulheres grávidas devem estar preocupadas com o zika vírus?

Embora os sintomas associados com zika sejam geralmente leves, uma possível associação foi observada entre o aumento anormal de zika e casos de microcefalia no Brasil desde 2015.

A organização, no entanto, não sugere que pessoas deixem de viajar para países que relataram casos de zika vírus, assim como o Centro para o Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos e o Centro Europeu para a Prevenção de Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês).

O novo comunicado da OMS trouxe ainda informações sobre os cuidados que os viajantes devem tomar, como o uso de repelentes e de telas em janelas, usar roupas claras e não acumular água em recipientes.

Turismo. Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) no Estado de São Paulo, Bruno Omori diz que os casos de zika ainda não interferiram no turismo local, mas que ações devem ser intensificadas para evitar que a doença continue se espalhando pelo País. 

“Desde o fim de dezembro até o carnaval, toda a hotelaria teve crescimento de 5% a 15%. O brasileiro deixou de viajar para fora do País, por causa da alta do dólar, mas continua viajando. Mas, se o governo não fizer uma ação coletiva para combater o mosquito, vamos ter uma queda no turismo internacional”, afirma Omori, que também é diretor de operações da ABIH Nacional.

Segundo ele, a associação ainda não tem registros de cancelamentos de viagens ou de reservas em hotéis feitos por gestantes nem pessoas preocupadas com a disseminação do vírus. “Essa é uma doença curável e, em geral, o Brasil é um lugar seguro para o turismo.”

Omori afirma que a rede hoteleira está se mobilizando desde o fim de novembro do ano passado para ajudar na campanha contra o Aedes aegypti. “Dentro dos hotéis não há focos do mosquito. Isso nem seria possível. Muitos estabelecimentos, principalmente de cidades litorâneas e do interior, estão fazendo trabalhos com as equipes de manutenção no entorno, até matando os mosquitos adultos”, afirma.

Ele diz que a entidade emitiu comunicados e começou a campanha de conscientização dos funcionários e proprietários antes do período de proliferação do mosquito.

Vacina. A OMS ainda informou que 15 empresas ou grupos estão interessados em buscar uma vacina contra o zika vírus, mas os ensaios clínicos ainda devem demorar.

“Apesar do cenário encorajador, as vacinas vão demorar pelo menos 18 meses para poderem estar prontas e serem testadas em um ensaio clínico em larga escala”, disse Marie Paule Kieny, vice-diretora da OMS encarregada do departamento de Sistemas de Saúde e Inovação.

A vice-diretora também disse que diferentes tipos de possíveis vacinas - com o vírus vivo ou morto ou com o uso de DNA - podem conduzir as diferenças no tempo de desenvolvimento, mas os desenvolvedores “estão todos partindo de um nível muito básico, por enquanto”.

Rapidez. O prazo de 18 meses foi considerado curto pelo professor de infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) Celso Granato. O governo brasileiro trabalha com prazo de até três anos na parceria com os Estados Unidos anunciada na quinta. “É um prazo bastante curto, mas está sendo feito um esforço mundial. Com exceção do ebola, nunca tinha visto tantos países envolvidos. Várias podem ser feitas ao mesmo tempo.” /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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