OMS recomenda massificação de teste de diagnóstico da malária

Organização diz que administração de remédios sem necessidade eleva resistência aos tratamentos da doença

Efe,

09 Março 2010 | 15h26

A Organização Mundial da Saúde (OMS) apresentou nesta terça-feira, 9, suas novas recomendações para combater a malária, entre as quais se destaca a de submeter todos os casos suspeitos a um teste de diagnóstico rápido, antes da prescrição de um tratamento.

 

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Em grande parte dos países africanos, a febre é o fator determinante para declarar um caso de malária, o que faz com que sejam administrados equivocadamente remédios contra essa doença a pessoas que na realidade não a possuem.

 

O diretor do Programa sobre Malária da OMS, Robert Newman, explicou que essa situação provoca o aumento da resistência aos tratamentos mais recentes contra a malária, um dos principais problemas no combate desta doença. Por essa razão, a nova direção da OMS recomenda o uso de um teste que custa US$ 0,50 e que, por sua simplicidade, pode inclusive ser utilizado fora de instalações médicas.

 

O novo teste passou por projetos piloto para demonstrar que pode ser utilizado em zonas rurais e em comunidades carentes. Só é preciso uma gota de sangue sobre um tipo de bastão, no qual o resultado aparece marcado em poucos minutos, confirmando ou descartando de maneira segura a presença no sangue dos parasitas responsáveis pela malária.

 

Segundo os últimos dados disponíveis, somente 22% dos casos suspeitos da doença são submetidos a provas de confirmação em 18 dos 35 países africanos que forneceram informações à OMS.

 

Newman afirmou que o objetivo da organização é promover um teste de diagnóstico universal.

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