1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Reunião na OMS decide se zika vira emergência internacional

- Atualizado: 01 Fevereiro 2016 | 07h 18

Até hoje, somente H1N1, pólio e Ebola receberam tal status; em poucos meses, vírus passou de 'suave' para 'alerta'

GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) se reúne nesta segunda-faiera, 1º, em caráter de urgência para avaliar se declara o zika vírus como uma emergência internacional e recomendar a governos de todo o mundo vigilância máxima. Nesta segunda-feira, a entidade reúne os maiores cientistas sobre o tema, entre eles o brasileiro Pedro Vasconcelos, do Instituto Evandro Chagas. A constatação é de que o vírus poderia ser uma "emergência de saúde de preocupações internacionais". 

Até hoje, apenas as doenças H1N1, pólio e Ebola receberam tal status. A partir de agora, a OMS vai  lançar um apelo internacional por recursos para financiar novas pesquisas. Mas, de forma imediata, a entidade vai sugere uma série de medidas para tentar conter o mosquito Aedes aegypti e a sua proliferação. 

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

O mosquito 'Aedes aegypti' é transmissor do zika, da dengue e da chikungunya

Ao Estado, a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, indicou que dificilmente haja uma restrição de viagens ao Brasil. O que ela espera, porém, é que um padrão internacional de resposta seja dado e que impeça governos de "exagerar" em medidas que possam punir os países afetados pelo vírus.

Fontes na OMS admitiram que, em poucos meses, o vírus passou de "suave" para "alerta" e que o zika vírus já está em grau 2 de emergência, em uma escala de 0 a 3.

Agentes fazem ação contra o 'Aedes' no sambódromo do Rio
Fábio Motta/Estadão
Combate ao 'Aedes'

Agentes da Secretaria municipal de Saúde fizeram uma operação de combate ao mosquito da dengue no sambódromo, no início da manhã de 26 de janeiro

Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), entre 3 milhões e 4 milhões de pessoas poderiam ser contaminadas pelo vírus em 2016 nas Américas. Mas a OMS hesita em chancelar a projeção. Ao Estado, o chefe do Departamento de Surtos da entidade, Bruce Aylward, acredita que os casos no Brasil vão "perder força" no ano. 

Mas admite que o zika vírus é "um teste de uma nação" e pede "maturidade" a grupos políticos e atores da sociedade brasileira para superar o desafio. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em SaúdeX