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Outro satélite pode atingir a Terra a partir desta sexta-feira

Segundo a agência, é impossível prever onde e quando o satélite irá cair, com o impacto podendo ocorrer até o dia 23

estadão.com.br,

20 Outubro 2011 | 08h22

SÃO PAULO - A agência espacial alemã (DLR), vinculada à agência espacial europeia (ESA), prevê a queda de mais um satélite desativado na Terra esta semana. A previsão inicial de colisão do satélite com a Terra era novembro, mas a agência agora prevê que o impacto ocorra entre os dias 22 e 23. Segundo a agência, é impossível prever onde e quando o satélite irá cair, com o impacto podendo ocorrer até um dia antes ou depois das datas previstas.

  Segundo o site da DLR, o satélite Rosat foi desativado em 1999 e sua queda  já consta no calendário oficial da Nasa, com data de impacto marcada para o dia 23. A probabilidade de que atinja alguma pessoa na Terra é de uma em 2 mil, considerada extremamente baixa (probalidade maior que a do Uars, de uma em 3,2 mil). Segundo a Nasa, até hoje não há casos registrados de pessoas atingidas por esse tipo de detrito.

Os pesquisadores alemães esperam que o Rosat queime durante sua reentrada na atmosfera da Terra. Entretanto, eles preveem que pelo menos 30 pedaços de detrito devem permanecer intactos, compondo uma massa total de 1,6 tonelada. Esses pedaços atingirão a superfície terrestre a uma velocidade de 450 km/h.

O satélite foi construído para investigar os lugares do universo que produzem raios X, ação que normalmente envolve buracos negros e estrelas de nêutrons e teve de ser desativado devido a devido a uma falha em seu sistema, que o fez apontar diretamente para o sol e sofrer danos irreversíveis.

É muito difícil calcular com precisão quando chegará à Terra um satélite fora de controle. Qualquer pequena mudança na hora de sua volta na atmosfera é traduzida em milhares de quilômetros de diferença sobre o lugar onde cairá. Por isso os cientistas não conseguem prever com antecedência maior do que 24 horas o local de impacto (já o momento de impacto não pode ser previsto com mais de três dias de antecedência).

Os cientistas também afirmam que, devido a baixa probabilidade de que o satélite caia na presença de qualquer população, sua reentrada muito provavelmente não será registrada, mas será visível da Terra.

Satélites e corpos rochosos caindo na Terra não são nenhuma novidade. No ano passado, cerca de 400 pequenos pedaços de detritos entraram em nossa atmosfera e puderam ser encontrados.

Partes velhas de foguetes e satélites entram na atmosfera terrestre uma vez por semana. Um grande satélite como o Uars e o Rosat (que tem 10 metros de comprimento e 4,5 metros de diâmetro) voltam à Terra uma vez por ano.

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