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País tem 404 casos confirmados de microcefalia

Dezessete deles têm relação com o zika vírus, segundo boletim; estão em investigação 3.670 casos

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O Estado de S. Paulo

02 Fevereiro 2016 | 21h08

O Ministério da Saúde e os Estados confirmaram até esta terça-feira, 2, 404 casos de microcefalia (ante 270 na semana passada), 17 deles associados ao zika vírus. Estão sob investigação 3.670 relatos suspeitos. Enquanto isso, os governos brasileiro e americano avançaram em uma parceria para vacinas e tratamentos.

O novo boletim do ministério, divulgado nesta terça, aponta ainda 709 casos notificados e descartados. Ao todo, 4.783 relatos suspeitos de microcefalia foram registrados. Foram notificadas 76 mortes após o parto ou durante a gestação. Dessas, 15 foram investigadas e confirmadas para microcefalia (5 tiveram identificação do zika no tecido fetal). Outras 56 continuam em investigação.

A Região Nordeste concentra 98% dos municípios com casos confirmados. E Pernambuco lidera em confirmações (153) e cidades afetadas (56).

Dilma. A presidente Dilma Rousseff e o ministro da Saúde, Marcelo Castro, ainda fecharam nesta terça-feira, 2, a parceria com os Estados Unidos para combater o zika vírus. A agenda estratégica inclui cooperação para pesquisas sobre diagnósticos, vacina e tratamento.

Enquanto Dilma discursava na cerimônia de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional (a epidemia de zika foi um dos pontos centrais), Castro conversava, por videoconferência, com a secretária de Saúde dos Estados Unidos, Sylvia Burbell – ambos “se comprometeram em acelerar as investigações em curso sobre as infecções”, conforme nota divulgada pelo Ministério da Saúde. 

Sylvia também assegurou a Castro que o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC) está à disposição. Para aprofundar a agenda estratégica, ficou acertada para o dia 20, no Brasil, uma reunião entre técnicos. Ainda ficou definida a criação de um grupo de pesquisadores do Instituto Butantã e do National Institute of Health para criar vacinas e produtos terapêuticos. No discurso aos parlamentares, Dilma citou que a parceria entre os dois centros de pesquisa já trabalha na vacina contra a dengue. 

Mutirão. A presidente divulgou ainda duas datas, ainda neste mês, de ações que buscam eliminar os focos de proliferação do mosquito. No dia 13, “a primeira grande operação” terá a participação de 220 mil pessoas das Forças Armadas. A partir do dia 19, com o início do ano letivo, “envolveremos estudantes de todo o Brasil nesta guerra em favor da saúde e da vida”.

Além disso, afirmou ela, todos os prédios do governo federal estão passando por um processo de limpeza para eliminar possíveis criadouros. “Quando for o caso da existência de águas paradas, colocaremos larvicidas”, disse. “Ao mesmo tempo, iniciamos a capacitação de servidores federais para atuar no combate ao mosquito e na mobilização da sociedade.”

Até a vacina se tornar uma realidade, discursou Dilma, “o melhor remédio disponível é o enfrentamento do mosquito transmissor, impedindo sua proliferação, porque se o mosquito não nascer, o vírus não tem como viver”. 

Segundo a presidente, a rede de saúde está sendo preparada para garantir atendimento rápido e eficiente às crianças afetadas e suas famílias. “A rede que já estávamos implementando para atendimento às pessoas com deficiência no SUS (Sistema Único de Saúde) será ajustada para lidar com a epidemia e, se necessário, ampliaremos o serviço e a oferta de equipamentos”, complementou, salientando que “não faltarão recursos”.

 

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