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Contracepção é um 'mal menor' diante de casos de zika, diz papa

- Atualizado: 18 Fevereiro 2016 | 16h 20

Pontífice classificou como 'crime' autorizar o aborto, mas relativizou uso de métodos para evitar a gravidez em meio à epidemia

O pontífice fez uma clara distinção entre o aborto e os métodos contraceptivos

O pontífice fez uma clara distinção entre o aborto e os métodos contraceptivos

O papa Francisco classificou como "crime" autorizar o aborto a mulheres afetadas pelo vírus da zika, como recomenda a ONU, e considerou a contracepção um mal menor, em declarações à imprensa a bordo do avião que o conduz do México à Itália.

"O aborto não é o mal menor, é um delito", afirmou o pontífice, que precisou que é melhor nesses casos "evitar a gravidez, o que não é algo mau em absoluto", em uma alusão ao emprego de métodos contraceptivos.

O pontífice fez uma clara distinção entre o aborto e os métodos contraceptivos e citou o papa Paulo VI (1963-1978), que autorizou de forma excepcional o uso da pílula a religiosas do Congo que temiam ser violadas por bandos armadas que atacavam o país.

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Luca Zennaro/Reuters
Papa Francisco

Desde março de 2013, quando assumiu a liderança da Igreja Católica, o papa Francisco vem despertando a simpatia dos jovens com suas ideias progressistas. Já os conservadores classificam suas ações como demasiado marxistas e até 'perigosas'. 

"Não se pode confundir o mal que representa evitar a gravidez com o aborto. O aborto não é um problema teológico. Matar uma pessoa para salvar a outra é uma maldade humana, não um mal religioso", insistiu.

A ONU pediu em fevereiro aos países afetados pelo zika que autorizassem o aborto diante da provável relação do vírus com más-formações nos fetos e problemas neurológicos.

América Latina e o Caribe são as regiões mais afetadas do mundo, em particular o Brasil (com 1,5 milhões de contaminados) e a Colômbia (20 mil).

"Peço aos médicos que façam de tudo para descobrir as vacinas contra esses mosquitos, que transmitem esses males. Que se trabalhe para isso", concluiu o papa./AFP

 

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