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Sérgio Castro/Estadão

Para EUA, não há boa estratégia contra ‘Aedes aegypti’

CDC considera ação atual contra o vetor ‘ineficiente’; OMS admite falta de opções e buscará empresas em fevereiro

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Jamil Chade,
CORRESPONDENTE

28 Janeiro 2016 | 22h26

GENEBRA - O mundo não conta com produtos nem estratégias eficientes para combater o mosquito que transmite o zika vírus. O alerta foi feito nesta quinta-feira, 28, pelo Centro de Controle de Doenças do Estados Unidos (CDC) durante a reunião da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra. Falando aos governos, o representante americano, Lyle Peterson, confirmou que a metodologia usada hoje contra o vetor é “ineficiente”. 

“Precisamos desenvolver novos produtos, mais seguros e mais eficientes”, defendeu. “A maneira que temos atacado o vetor tem uma eficiência limitada”, insistiu ele. “Precisamos também de uma melhor administração e de recursos para monitorar tudo isso. E desenvolver produtos que minimizem a resistência do mosquito (ao inseticida).”

Bruce Aylward, chefe da OMS para Surtos e Epidemias, também apontou para a necessidade do desenvolvimento de novos instrumentos para combater o zika vírus em todo o mundo. “Precisamos de meios para agir”, disse.

Segundo ele, a OMS vai convocar uma série de reuniões sobre o assunto, reunindo empresas para desenvolver produtos e estratégias. A primeira está prevista para ocorrer em fevereiro. “Não temos nem testes para serem vendidos no mercado”, alertou. 

Para Marcos Espinal, representante da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), a comunidade internacional precisa continuar no combate ao vetor. “Não podemos entrar em pânico, mas temos de ter um controle de vetor agressivo.”

Histórico. O vírus foi descoberto em Uganda em 1947 e os primeiros casos em humanos aconteceram na Nigéria em 1954. Em 1977, ele foi registrado no Paquistão e, 20 anos mais tarde, na Micronésia. A Polinésia Francesa foi alvo de um surto em 2011 e, agora, a OMS estima que todo o continente americano será afetado. 

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