Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Paulistano volta a parque até sem estar protegido contra febre amarela

Alguns traziam carteira de vacinação e outros não esperaram os dez dias necessários para a imunização eficaz

Isabela Palhares e Juliana Diógenes, O Estado de S.Paulo

12 Janeiro 2018 | 06h00

SÃO PAULO - A reabertura de três parques estaduais na capital paulista - fechados havia mais de dois meses após a infecção de macacos por febre amarela - causou desconfiança até entre frequentadores vacinados que nesta quinta-feira, 11, foram aos locais. Muitos dos que estiveram no Horto Florestal, na zona norte, encheram o corpo de repelente. Outros levaram carteira de vacinação, achando que teriam o documento cobrado na entrada. 

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O Estado abordou 20 pessoas nesta quinta no Horto - e somente uma família não estava protegida. O segurança Waldemar Moretti, de 36 anos, havia se vacinado com a filha e três sobrinhos no dia anterior. A proteção só ocorre após dez dias. “Vacinei porque as crianças pediram”, diz Moretti. Já o aposentado Francisco Rocha, de 65 anos, levou até carteira para comprovar a vacinação, mas o documento não é cobrado.

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Infectologistas consideraram precipitada a reabertura dos parques. “Quem frequenta o Horto não é só quem mora no entorno. Enquanto não tiver cobertura de vacinação mais plena, acho precipitado”, disse Artur Timerman, presidente da Sociedade Brasileira de Dengue e Arboviroses. “Pessoas estão frequentando parques sem vacinação e sem colocar repelente”, completou Celso Granato, professor de Infectologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). 

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Já Regiane de Paula, diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica estadual, disse que a reabertura dos parques só ocorreu após cumprimento da previsão de imunização do entorno. 

 

Primatas

Todas as famílias de macacos bugios morreram com a doença no Horto, segundo o secretário estadual do Meio Ambiente, Maurício Brusadin. Foram 67 ao todo, como informou nesta quinta a Folha de S. Paulo.

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