Pequenas quedas matam uma a cada quatro pessoas em SP

Homens com mais de 60 anos representam 55% das vítimas que não sobrevivem a escorregões, tropeços e quedas da própria altura

estadao.com.br,

06 Agosto 2012 | 18h00

Um levantamento divulgado nesta segunda-feira, 6, afirma que uma a cada quatro pessoas morre em decorrência de pequenas quedas no Estado de São Paulo. Os homens com mais de 60 anos representam 55% das vítimas que não sobrevivem a escorregões, tropeços e quedas da própria altura. O levantamento analisou registros de todo o ano de 2011, período onde foram confirmadas 83 mortes. O estudo é da Secretaria do Estado da Saúde.

A população com mais de 60 anos está mais exposta ao óbito após uma queda, de acordo com as 65 ocorrências computadas no ano passado. As complicações, muitas vezes, aumentam durante o período de internação, de acordo com o supervisor médico do Grupo de Resgate e Atendimento a Urgência (Grau) da Secretaria, Gustavo Feriani. Para o especialista, uma fratura nessa faixa etária é mais difícil de ser tratada porque tromboses e problemas pulmonares podem ser diagnosticados e fragilizam o quadro clínico do paciente idoso.

Durante o período analisado, foram registradas ainda 20,2 mil internações em função de pequenas quedas. O número equivale a seis hospitalizações diárias em todo o Estado de São Paulo. Os homens lideram as hospitalizações, com 60%.

O maior índice de internações se concentra entre os 30 e 49 anos, com 5,2 mil ocorrências. Na sequência, com 3,9 mil ocorrências, estão as pessoas com mais de 70 anos. A faixa etária dos 15 aos 29 anos teve 3,8 mil internações durante todo o ano.

Em todo o País, a Grande São Paulo é a região com maior número de internações, com 10,7 mil, seguida por Campinas, com 2 mil, e Taubaté, com 1,7 mil.

        

Feriani afirma que o homem em idade ativa tem o hábito de se expor mais que a mulher, por isso fica mais suscetível a esse tipo de acidente. Além de escoriações, a vítima também pode apresentar quadros de entorse, contusão e fraturas.

"A qualidade e a preservação da pavimentação em que se anda são referência nas principais causas das quedas, além da ocorrência de mal súbito, desmaio, labirintite ou até mesmo uma crise provocada por diabetes", afirma o supervisor do Grau.

O médico alerta sobre alguns cuidados que ajudam a diminuir a incidência de acidentes em pessoas com mais de 60 anos. "Não deixar tapetes no caminho de um idoso e instalar barras de apoio e adesivos antiderrapantes.

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