Baz Ratner/Reuters
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Perfuração no Mar Morto espera revelar segredos do clima do passado

Serão analisados sedimentos que podem revelar até 500.000 anos de história geológica do Oriente Médio

REUTERS, REUTERS

22 Novembro 2010 | 15h25

Em uma barca flutuando sobre o ponto mais profundo dos continentes da Terra, uma equipe de pesquisadores espera perfurar até meio milhão de anos no passado, para descobrir sinais de mudança climática e desastres naturais.

 

Perfurando o leito do Mar Morto, o grupo de engenheiros e cientistas começou a extrair camadas das profundezas da Terra no domingo, e continuará por cerca de dois meses até atingir uma profundidade de 1.200 metros abaixo do nível do mar.

 

"Os sedimentos do Mar Morto são os melhores registros de clima e terremotos de todo o Oriente Médio", disse o chefe do projeto, Zvi Ben-Avraham, da Academia de Ciências de Israel. O litoral do mar Morto já se encontra 4290 metros abaixo do nível do mar.

 

O Mar Morto, disse Ben-Avraham, recolhe água que escorre do deserto do Sinai e de Golã, uma área de cerca de 42.000 km2.

 

Ele também fica numa falha entre duas placas continentais que se deslocam em diferentes velocidades, causando muita atividade tectônica. 

 

O leito do mar acumula duas camadas de sedimentos a cada ano. A equipe vai analisar 500.000 anos de história geológica.

 

Ben-Avraham espera obter informações sobre chuvas, secas e enchentes de tempos antigos, que poderão ser usadas para estudar os prováveis efeitos do aquecimento global.

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