Pernambuco recebe equipes de saúde para ajudar no atendimento aos desabrigados

Grupo inclui médico, enfermeiro e técnico em enfermagem voluntários do Grupo Hospitalar Conceição (RS)

estadão.com.br

15 Julho 2010 | 12h02

SÃO PAULO - O Ministério da Saúde enviou para Pernambuco quatro equipes de saúde para prestar atendimento às populações dos municípios atingidos. Elas são formadas por um médico, um enfermeiro e um técnico em enfermagem, todos voluntários do Grupo Hospitalar Conceição, no Rio Grande do Sul.

Até o fim desta semana, mais equipes voluntárias da Rede Hospitalar Federal no Rio de Janeiro devem chegar ao Estado. O envio dos profissionais é uma resposta à solicitação do governo do Estado, feita na quinta passada. Os voluntários vão atuar no reforço das equipes de atendimento hospitalar, de atenção básica e do Samu/192.

De acordo com o planejamento inicial da Rede Hospitalar Federal no Rio, as equipes que serão deslocadas para Pernambuco contarão com pediatras, clínicos, enfermeiros, infectologistas e auxiliares de enfermagem dos seis hospitais federais da rede: Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e Servidores.

Os profissionais ficarão à disposição das autoridades de Pernambuco por 30 dias, distribuídos nas áreas mais afetadas pelas chuvas, os municípios de Palmares, Escada, Água Preta, Joaquim Nabuco, Amaraji e Recife. O número de profissionais está sendo definido.

Em 26 de junho, o Ministério da Saúde já havia deslocado, a pedido do governo de Alagoas, 105 profissionais de saúde, entre médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem, para reforçar as equipes de atendimento hospitalar e a atenção básica no Estado.

Na mesma época, também foram enviadas para os dois Estados 16 toneladas de medicamentos e cerca de 700 mil doses de vacinas. Foram destinadas ainda 10 novas ambulâncias para Alagoas e 15 para Pernambuco.

"Já liberamos R$ 47 milhões para os dois Estados com o objetivo de apoiar na reconstrução e no reequipamento das unidades de saúde. Além disso, estamos monitorando com reuniões diárias a situação nos dois Estados. Todo apoio que o Ministério da Saúde pode dar nós estamos dado", explica o ministro José Gomes Temporão.

Além dos 47 milhões (R$ 21,8 milhões para Alagoas e R$ 26,8 milhões para Pernambuco), foram liberados mais R$ 2,2 milhões para a construção de 10 Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Serão oito em Pernambuco (municípios de Água Preta - dois projetos -, Iati, Lagoa dos Gatos, Quipapa, Recife, São Benedito do Sul e São Jose do Egito) e duas em Alagoas (Branquinha e Cajueiro).

Também foram liberados, por emenda parlamentar, mais R$ 686,5 mil para Pernambuco reequipar as unidades de saúde atingidas. Esse recurso será destinado aos municípios de Água Preta, Betânia, Garanhuns, Tacaratu e Terezinha.

Desde o dia 24 de junho, o Gabinete Permanente de Emergência do Ministério da Saúde monitora a situação de saúde nos dois Estados. Os técnicos do Ministério da Saúde, tanto os que estão em Brasília quanto os que permanecem na região, têm a missão de prestar assessoria especializada às Secretarias Estaduais no que diz respeito à vigilância da qualidade da água, prevenção, vigilância e tratamento de doenças que costumam surgir após o período de enchentes, como diarreia, leptospirose, tétano, hepatite A e esquistossomose, além de acidentes com animais peçonhentos.

Em Alagoas, até o dia 9, foram notificados 29 casos suspeitos de leptospirose, sendo que destes um foi confirmado, 21 estão sob investigação e sete foram descartados. Também em Alagoas foram registrados 13 casos suspeitos de dengue, um caso suspeito de rubéola e 156 casos de doença diarreica aguda (DDA). Além disso, foram registrados 11 acidentes com animais peçonhentos, sendo que 55% ocorreram com escorpiões.

Já em Pernambuco, até a última segunda foram confirmados 4.830 casos de dengue, 60 casos suspeitos de leptospirose, sendo dois óbitos confirmados. Também foram notificados dois casos de meningite, dois de gripe H1N1 e 159 casos de doença diarreica aguda (DDA).

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