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Luis Robayo/AFP

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Pernambuco registra primeira morte por chikungunya

Vítima tinha 88 anos, foi ao médico três vezes e chegou a ser internada na UTI de uma unidade de saúde da capital do Estado

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Monica Bernardes,
Especial para o Estado

09 Março 2016 | 13h10

RECIFE - A Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) confirmou nesta terça-feira, 9, a primeira morte causada pelo vírus da chikungunya no Estado. A vítima é uma idosa de 88 anos que faleceu em 21 de fevereiro, no Recife.

Segundo a secretária-executiva de Vigilância à Saúde, Cristiane Penaforte, a idosa apresentou os primeiros sintomas da doença no dia 11 de janeiro e chegou a receber atendimento hospitalar por três vezes. Em uma das ocasiões, foi internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de uma unidade pública de Saúde. 

A confirmação laboratorial foi feita por meio de duas técnicas diferentes que deram resultados positivos para a presença de anticorpos de chikungunya e de fragmentos do vírus. O óbito foi registrado no boletim apresentado na última terça-feira com os dados das enfermidades transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti (dengue, chikungunya e zika).

Os registros dizem respeito aos casos notificados entre 1.º de agosto de 2015 e 5 de março de 2016. Até o momento há 84 óbitos por suspeita de doenças transmitidas por mosquitos. 

A identidade da paciente está sendo mantida em sigilo a pedido da família. Ela era moradora do bairro da Ilha do Leite, um dos campeões em registros dessas doenças na capital pernambucana, ocupando o 4º lugar no ranking do Recife. 

Balanço. Comparado com o balanço divulgado na semana passada, houve um aumento de mais de mil casos suspeitos de zika no Estado. O número saltou de 3.746 para 4.849 casos notificados. Em relação à chikungunya, as notificações aumentaram de 6.076 para 9.160 casos. De agosto até março, as notificações de dengue chegaram a 31.481 (4.210 confirmados), distribuídos em 179 municípios, o que representa um aumento de 131,70% em relação ao mesmo período de 2015.

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