Perto do remédio para a calvície

Cientistas criam substância que faz crescer pelos em ratos e poderá ajudar humanos

Jornal da Tarde,

18 Fevereiro 2011 | 08h24

A descoberta acidental de uma substância que fez crescer novamente pelos em ratos de laboratório pode abrir caminho para um potencial remédio contra calvície em seres humanos.

 

Os cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) fizeram a descoberta, de forma inesperada, ao conduzir pesquisas sobre as maneiras como o estresse pode afetar as funções gastrointestinais.

 

Utilizaram então ratos geneticamente modificados para produzir em excesso corticotropina ou CRF (corticotrophin-releasing factor), um hormônio de estresse.

 

Ao envelhecer, os roedores começaram a perder os pêlos, principalmente nas costas, ao contrário do grupo controle de ratos não modificados geneticamente.

 

Hormônio

 

 

Em seguida, os pesquisadores conseguiram criar um peptídeo, uma substância química batizada de "astressin-B", que bloqueia o efeito estressante do hormônio CRF e o injetaram nos ratos que perdiam os pelos.

 

Três meses mais tarde, os médicos americanos voltaram para analisar os efeitos do "astessin-B", mas não conseguiram distinguir os ratos geneticamente modificados dos outros, já que seus pelos haviam voltado a crescer totalmente.

 

"Nossa descoberta mostrou que um tratamento de curta duração, com esta substância, fez crescer novamente pelos em ratos que foram geneticamente modificados para ficarem cronicamente estressados", explicou o cientista Million Mulugeta, professor adjunto de medicina da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e um dos coautores deste estudo.

 

"O trabalho pode significar o início de novas abordagens para tratar a calvície em humanos, ao neutralizar os receptores de um hormônio que desempenha um papel-chave na condição de estresse", acrescentou ele.

 

Para os estudiosos, tais tratamentos poderiam tratar a perda de cabelos relacionada ao estresse e à velhice.

 

Por ora, segundo os cientistas, os testes serão realizados apenas com camundongos, mas eles esperam que no futuro a descoberta possa se tornar um tratamento eficiente contra a queda de cabelos em seres humanos.

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