Pesquisa identifica micróbios criadores de oxigênio em lagoas da Venezuela

Condição criada por estes seres é semelhante a encontrada na época do qual datam os primeiros fósseis de animais móveis

Efe

16 Maio 2011 | 11h35

Londres - Cientistas da Universidade de Alberta, no Canadá, encontraram nas profundezas das lagoas venezuelanas tapetes de micróbios que contêm bactérias fotossintéticas e que são criadoras de um oásis de sedimentos ricos em oxigênio dos quais pequenos animais se alimentam.

Os micróbios que habitam essas lagoas baixas em oxigênio propiciam condições similares às que havia há 555 milhões de anos, de quando datam os primeiros fósseis de animais móveis, segundo um artigo publicado neste domingo, 15, na versão online de Nature Geoscience.

Os cientistas, liderados pelo pesquisador Murray Gingras, analisaram os tapetes de micróbios que cobrem partes do fundo das lagoas e descobriram que a concentração de oxigênio é muito maior nelas em comparação com as zonas onde não existem as mencionadas bactérias.

De acordo com o estudo, nenhum animal habita essas lagoas, salvo pequenos caranguejos e larvas que vivem sobre os sedimentos carregados de oxigênio, cujo nível decresce drasticamente durante a noite.

Segundo os especialistas, as espécies pré-históricas que viviam sobre sedimentos no fundo do mar, poderiam ter explorado em seu benefício os altos níveis de oxigênio destes tapetes de micróbios, da mesma forma que fazem as contemporâneas.

Mais conteúdo sobre:
micróbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.