Pesquisas identificam 100 genes relacionados à esclerose múltipla

Há evidências de que fatores genéticos e influência ambiental contribuem para a doença

Agência Estado

20 Outubro 2010 | 15h54

SÃO PAULO - Mesmo com centenas de estudos realizados em todo o mundo sobre a esclerose múltipla, as causas da doença ainda permanecem nebulosas. Existem evidências de que fatores genéticos contribuem para o surgimento do problema, mas a influência ambiental também desempenha importante papel nesse processo.

De acordo com pesquisas apresentadas no 26º Congresso do Comitê Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS), que ocorreu na semana passada na cidade sueca de Gotemburgo, já foram identificados aproximadamente 100 genes relacionados à enfermidade.

Mas, segundo o médico Jan Hillert, pesquisador da Universidade de Huddinge, também na Suécia, mesmo somando os efeitos de todos esses genes, eles ainda explicam apenas uma pequena parte dos fatores de risco para a esclerose múltipla. Diante desse quadro, cientistas apostam na interação entre os genes e também na interação dos genes com o meio ambiente para explicar a origem da doença.

Um dos fatores ambientais mais conhecidos que atuam no aparecimento do problema é a falta da vitamina D, sintetizada pelo sol. O pesquisador George Ebers, da Universidade de Oxford, no Reino Unido, apresentou estudos epidemiológicos feitos na Europa que sustentam que países com menor incidência de sol têm maior índice de esclerose múltipla.

De acordo com informações da Organização Mundial da Saúde (OMS), os países europeus têm uma incidência média de 80 casos por 100 mil habitantes. Nos Estados Unidos e no Canadá, esse número salta para 100 casos a cada 100 mil. No Brasil, a doença atinge 10 em cada 100 mil pessoas.

Ainda segundo a OMS, a incidência é maior em indivíduos de 18 a 45 anos, sendo que a maioria dos pacientes é diagnosticada por volta dos 30 anos. Mulheres também são mais vulneráveis. As informações são do Jornal da Tarde.

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