Scott McIntyre/The New York Times
Scott McIntyre/The New York Times

Por risco de zika, EUA aconselham grávidas a evitar viagem a Miami Beach

Autoridades confirmaram os cinco primeiros casos prováveis de infecção pelo vírus na região turística da Flórida

O Estado de S. Paulo

19 Agosto 2016 | 15h54
Atualizado 19 Agosto 2016 | 20h55

A identificação de uma nova área de transmissão do vírus zika em Miami levou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) a recomendar nesta sexta-feira, 19, que mulheres grávidas adiem viagens a todo o condado, que inclui as duas áreas afetadas no Estado, separadas por apenas cinco quilômetros.

“Mulheres grávidas devem evitar viagens à área de Miami Beach, além da área de Wynwood, ambas localizadas no Condado de Miami-Dade, porque transmissão local de zika foi confirmada na região”, diz o comunicado do CDC.

 

 

Pelo menos cinco casos de zika com provável transmissão local foram identificados em Miami Beach, península turística da cidade no Estado da Flórida, de acordo com autoridades locais da área de saúde. A transmissão local já havia sido confirmada no bairro de Wynwood, também em Miami. Até agora, 36 casos de provável transmissão local foram relatados no Estado, cuja população é de 20,6 milhões de pessoas.

O centro também recomendou que as mulheres grávidas que residem nessas áreas, ou que não possam evitar viagens a elas, fiquem alertas para evitar picadas de mosquitos. 

“Nós estamos no meio de uma temporada de mosquitos e já esperamos mais infecções por zika nos próximos dias e meses. É difícil, mas importante, que mulheres grávidas façam todos os esforços para evitar picadas de mosquitos e evitar passar por áreas onde a zika está se espalhando”, disse o diretor do CDC, Tom Frieden.

“A Flórida e o Condado de Miami-Dade estão tomando as medidas apropriadas para controlar os mosquitos e proteger as mulheres grávidas. É difícil prever por quanto tempo a transmissão local continuará. Os especialistas do CDC estão fazendo tudo o que podem para apoiar os programas locais e estaduais para deter o avanço da zika”, disse. “Cada comunidade nos Estados Unidos onde o Aedes aegypti está presente deve monitorar as infecções e trabalhar no controle de mosquitos”, acrescentou Frieden.

O avanço da doença no país tem levado mulheres grávidas a alterar a rotina, comportamento semelhante ao notado em regiões brasileiras diante do aumento do número de casos de microcefalia. O jornal americano The New York Times relatou que gestantes na Flórida têm usado roupas com mangas longas e evitado atividades fora de casa. 

Apreensão. O governador da Flórida, Rick Scott, confirmou nesta sexta que os cinco primeiros casos prováveis de vírus da zika contraídos em Miami Beach foram em três homens e duas mulheres. Duas das pessoas infectadas são residentes locais, duas são turistas americanos e uma é de Taiwan. Todas elas teriam contraído o vírus na península. Em entrevista em Miami, Rick Scott disse que o governo “começou um agressivo plano para a erradicação da zika” na cidade.

Scott classificou a indústria turística como o “motor” da economia do Estado e fez um pedido ao Departamento de Regulações Comerciais e Profissionais da Flórida para que “trabalhe estreitamente em parceria com hotéis, atrações e restaurantes” na prevenção e luta contra a doença. 

Miami Beach, destino turístico procurado mundialmente, injeta US$ 24 milhões por ano na economia americana. /AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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