Porto de Santos adapta plano combate à gripe aviária para suína

Caso médicos confirmem suspeita, eles removerão o paciente, que será levado para o hospital de referência

Rejane Lima, da Agência Estado,

29 Abril 2009 | 19h40

O Porto de Santos adaptou o plano de combate à entrada da gripe aviária para controlar a gripe suína. Desenvolvido durante oito meses pela Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) em parceria com doze instituições, entre elas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o plano que ficou pronto em junho do ano passado traça procedimentos a serem adotados no caso de haver casos suspeitos de tripulantes de navios fundeados que aguardam para atracar no cais santista.

 

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"Os comandantes têm que informar à agência que representa o armador no Brasil e à Anvisa se tem algum tripulante que apresenta algum sintoma da gripe suína. Então, a agência de navegação disponibiliza uma lancha e vão a bordo o médico da agência e o médico da Anvisa para fazer uma vistoria", explicou a Superintendente de Meio Ambiente da Codesp, Alexandra Sofia Grota.

 

Segundo ela, se os médicos confirmarem a suspeita, eles removem o paciente até um cais onde haverá uma ambulância da Prefeitura de Santos aguardando para levar o paciente até o hospital de referência na região que é o Guilherme Álvaro, do Governo do Estado. As secretarias de saúde de Santos, Guarujá, e do Estado de São Paulo, assim como o Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar) participaram da elaboração do plano.

 

Alexandra afirma que o Porto de Santos está em alerta em relação à gripe suína e há um plano de ação onde cada órgão da comunidade portuária exerce uma função, lembrando que como o número de pessoas que circulam no porto é muito grande - 20 mil por dia - cada instituição é responsável por divulgar as informações aos seus trabalhadores. "Amanhã haverá uma reunião de todas essas instituições aqui no Porto de Santos, mas compete a cada um iniciar a distribuição de máscaras de for o caso", informando que a Codesp já adquiriu mil máscaras para serem usadas por seus funcionários que entrarem a bordo de navios suspeitos.

 

A superintendente explica que 10% dos navios que atracam no Porto de Santos vem dos Estados Unidos e do México. Porém, esse número oscila bastante. Hoje, por exemplo, há dois navios vindos dos Estados Unidos (Sichem Manila e Maria D) fundeados na barra aguardando liberação para atracar. "A Anvisa está tendo um olhar especifico pros navios provenientes dessas regiões, com base na livre prática que pode ser feita in loco no navio ou feita pelas informações cedidas", completou.

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