Precisamos sair do tratamento de doença para o suporte à saúde, diz especialista no Summit Saúde

Melhora nos procedimentos de diagnóstico e monitoramento exige novas tecnologias e modelos de negócios

Álvaro Campos e Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

07 Outubro 2016 | 10h44

O sistema de saúde precisa sair do modelo de tratamento da doença (sickcare), para o suporte à saúde, segundo Greg Caressi, vice-presidente sênior de Healthcare da consultoria Frost & Sullivan. Durante o Summit Saúde 2016, promovido pelo Estado, ele traçou um cenário para o futuro dos sistemas de saúde, que obviamente serão afetados pelos avanços tecnológicos e devem se tornar cada vez mais customizados.

Segundo Caressi, a melhora nos procedimentos de diagnóstico e monitoramento exige novas tecnologias e novos modelos de negócios. Ele mencionou o lançamento de testes rápidos para doenças como a gripe e outras infecções contagiosas, que podem revolucionar a saúde em locais mais pobres, como a África. Atualmente já é possível comprar um instrumento de analisa amostras de sangue por US$ 200 e em dez minutos ele manda os resultados para um aplicativo no celular, que pode facilmente ser interpretado, mesmo por pessoas que não são profissionais da área da saúde.

O especialista também comentou que o tratamento de doenças crônicas tende a evoluir da atual abordagem fragmentada para uma solução conjunta, focada no consumidor. Nos EUA, por exemplo, a varejista Walmart, que tem uma grande rede de farmácias nos seus supermercados, já oferece serviços de saúde integrados para pacientes de diabetes. “Se hoje em dia eu entro na internet e compro passagens, hotel e até reservas de restaurantes para a minha viagem, porque não posso fazer isso com serviços de saúde?”, comentou. 

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