Preços de medicamentos variam até 987% em São Paulo

Pesquisa do Procon-SP mostra que, em média, os medicamentos genéricos são 57,25% mais baratos

Agência Estado

16 Maio 2011 | 14h25

São Paulo, 16 - Os preços dos medicamentos podem variar até 986,96% dentro da cidade de São Paulo, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira, 16, pela Fundação Procon-SP. Essa diferença foi encontrada para o caso do medicamento genérico Diclofenaco Sódico de 50 mg, com 20 comprimidos, que é vendido por R$ 10 em um estabelecimento e por R$ 0,92 em outro.

Entre os medicamentos de referência, a maior diferença de preço encontrada foi de 134,9%, no Amoxil, do laboratório Glaxosmithkline, de 500 mg, com 21 cápsulas. O maior preço foi R$ 49 e o menor, de R$ 20,86. A pesquisa do Procon-SP mostra ainda que, em média, os medicamentos genéricos são 57,25% mais baratos que os de referência.

O Procon-SP lembra que drogarias e farmácias devem etiquetar o medicamento com o preço de venda ao consumidor, não podendo ultrapassar o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), determinado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Em 31 de março, o governo autorizou as empresas produtoras de medicamentos a reajustar os preços.

O levantamento do Procon-SP, realizado de 13 a 15 de abril, envolveu 15 drogarias distribuídas pelas cinco regiões do município de São Paulo, escolhidas aleatoriamente. Foram pesquisados 52 medicamentos. De acordo com o Procon-SP, os resultados da pesquisa apontam que vários fatores são determinantes para o preço do medicamento. Em alguns estabelecimentos, por exemplo, há preços diferentes dependendo do canal de venda (loja física, telefone ou site). Em determinadas redes, regidas pelo sistema de franquia, pode haver diferença de preços entre as diferentes unidades.

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