Princesa egípcia tem o mais antigo caso de doença cardíaca

Pesquisadores diagnosticaram aterosclerose na princesa Ahmose-Meryet-Amon

estadão.com.br,

17 Maio 2011 | 16h11

SÃO PAULO - Uma princesa egípcia apresentou o caso de doença cardíaca mais antigo da história. Foi o que constatou um grupo de pesquisadores, liderado pelo professor de cardiologia da Universidade Al Azhar, do Cairo, Adel Allam.

De acordo com os resultados divulgados, a princesa Ahmose-Meryet-Amon, que viveu há cerca de 3.500 anos, tinha depósitos de cálcio em duas artérias coronárias importantes. Não se sabe o que pode ter causado a doença, mas pesquisadores disseram que o modo de vida da realeza, que não incluía muito esforço físico, pode ter influenciado no aparecimento do problema, assim como o fator genético.

O estudo avaliou 52 múmias, encontrou traços das artérias em 44 delas e um órgão identificado como o coração em apenas 16. Se o diagnóstico fosse feito nos dias de hoje, a princesa provavelmente passaria por uma cirurgia. Acredita-se que Ahmose-Meryet-Amon tenha morrida com cerca de 40 anos.

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