Processo de cicatrização pode provocar tumores de pele, afirma estudo

Segundo estudo, exposição aos raios UV do Sol juntamente com processo regeneração da pele pode provocar câncer em pessoas com predisposição à doença

estadão.com.br,

15 Fevereiro 2011 | 12h05

SÃO PAULO - Uma pesquisa sueca publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences nesta segunda-feira, 14, afirma que feridas podem permitir que certos tipos de células com mutações genéticas migrem para a superfície da pele, provocando tumores de pele em pessoas predispostas. Segundo os pesquisadores, a exposição aos raios UV do Sol juntamente com o processo ativo de regeneração do tecido machucado é uma combinação perigosa que pode provocar certos tipos de tumores.

 

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Os cientistas do instituto médico da Universidade de Karolinska conseguiram ligar as mudanças genéticas no desenvolvimento de carcinomas basocelulares (um tipo de câncer de pele) ao processo de cura de feridas em ratos. O mesmo processo foi identificado em tumores humanos. Os resultados dos estudos mostraram que o processo de cicatrização pode aumentar tanto o número quanto o tamanho dos tumores.

 

O estudo usou a técnica de "rastreamento de linhagem" - que marca células permanentemente para que sua trajetória possa ser observada até sua linhagem - para determinar onde e em quais células a formação do tumor começou.

 

O câncer de pele carcinoma basocelular é o tipo mais comum de câncer e está associado à exposição prolongada aos raios UV do Sol sem a proteção adequada. Além disso, já havia relatos da ligação entre feridas e a incidência dos tumores (como a famosa história do tumor de Bob Marley após um machucado no dedo do pé, durante um jogo de futebol).

 

O estudo aponta que há, portanto, uma evidência epidemiológica forte que apoia a hipótese de que queimaduras de sol severas - severas o suficiente para provocar danos à pele - são um fator de risco importante para o desenvolvimento de câncer de pele.

 

O estudo usou a técnica de "rastreamento de linhagem" - que marca células permanentemente para que sua trajetória possa ser observada até sua linhagem - para determinar onde e em quais células a formação do tumor começou.

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