Denis Balibouse/Reuters
Denis Balibouse/Reuters

Projeto prevê criação de robôs com chips que funcionam como cérebro humano

Programa inclui criação de computador que realizará milhares de simulações de problemas cerebrais

Efe

11 Maio 2011 | 12h56

Madri - Um projeto científico prevê a criação de robôs com sofisticados chips que funcionam como um cérebro capaz de dar-lhes consciência de suas sensações e seu entorno, além da criação de um computador que simule doenças neuronais.

Muitos dos segredos que envolvem o conhecimento do cérebro humano poderiam ser publicados graças a este projeto de dimensões mundiais, afirmaram nesta terça-feira os responsáveis pelas pesquisas durante a apresentação na Espanha, na sede do reitorado da Universidade Politécnica de Madrid.

O programa foi batizado de "Human Brain Project" e sua direção está a cargo de instituições científicas de Espanha, Suíça, Alemanha, Suécia, Reino Unido, Bélgica, Israel, França e Áustria.

"É o momento de integrar, graças a este projeto, toda a informação sobre o cérebro que existe no mundo, que é muita e muito detalhada, mas excessivamente dispersa", afirmou o coordenador da iniciativa, o investigador Henry Markram, da l'École Polytechnique Fédérale de Lausanne (Suíça), durante a apresentação do projeto.

Entre outras possibilidades, o projeto oferece a possibilidade de se chegar à cura de doenças neuronais sem ser necessário esperar anos para se testar a eficácia de determinado remédio.

O programa inclui a criação de um computador que poderia operar a partir de 2018 e que realizará milhares de simulações de problemas cerebrais em tempo recorde e gerará diversos protótipos virtuais de diferentes tipos de cérebros com distintas doenças.

A infinidade de simulações que este computador permitirá tornará possível prever a eficácia de milhares de medicamentos sem ter de testá-los anteriormente em diversos seres vivos.

Graças a este projeto serão desenvolvidos novos circuitos e tecnologias inspirados no funcionamento do cérebro humano aplicáveis a robôs.

Até agora, nenhuma tecnologia foi capaz de simular o complexo cérebro humano.

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