Proteína faz homens alvos mais suscetíveis ao câncer do fígado

Descoberta poderá abrir caminho para novos tratamentos contra esse tipo de câncer

Efe

20 Maio 2010 | 14h37

WASHINGTON - Cientistas americanos descobriram que o câncer de fígado afeta mais aos homens porque uma proteína masculina chamada receptor de andrógeno impulsiona a doença diante da presença da hepatite B.

 

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Em um relatório publicado na última edição da revista Science Translational Medicine, os cientistas do Centro Médico da Universidade Rochester indicaram que a descoberta poderá abrir caminho para novos tratamentos contra esse tipo de câncer.

 

O câncer de fígado ocorre como resultado da infecção provocada pelo vírus da hepatite B e em torno de 74% dos casos atinge homens. Pela maioria dos estudos, os fatores de risco mais importantes são a idade, o histórico familiar e o consumo de álcool e tabaco.

 

Até agora nenhuma dessas pesquisas epidemiológicas tinha explicado os mecanismos que impulsionam o desenvolvimento do carcinoma hepatocelular (tumor maligno primário mais comum do fígado) e por que os homens são mais suscetíveis.

 

Câncer x hepatite B

 

Mas este estudo, liderado por Chawnshang Chank, professor de patologia do Centro Médico, indicou após testes feitos com ratos de laboratório que o receptor de andrógeno gera o câncer ao alterar a réplica do DNA no vírus da hepatite B. O receptor de andrógeno desempenha um papel fundamental na ação da testosterona e exerce um profundo efeito em muitos órgãos.

 

"Nosso estudo é a primeira prova que demonstra uma relação direta entre o câncer induzido pelo vírus da hepatite B e o receptor de andrógeno", manifestou Chang. "Isto é importante porque até agora todos os esforços estavam centrados na eliminação dos níveis do receptor andrógeno, um tratamento que teve pouco êxito", acrescentou.

 

Aram Hezel, oncologista gastrointestinal do Centro Médico, ressaltou a importância do estudo porque esclarece algo que até agora não tinha explicação: por que, nas mesmas circunstâncias, o câncer hepático ataca mais aos homens do que as mulheres.

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