Provedor da Santa Casa aceita dinheiro, mas não garante reabertura

Kalil Abdalla disse que vai se reunir com secretário de Estado da Saúde, mas teme que verba não seja suficiente para manter hospital

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 16h28

O provedor da Santa Casa, Kalil Rocha Abdalla, disse na porta do Ministério Público Estadual (MPE) que vai aceitar os R$ 3 milhões oferecidos pelo governo do Estado para a reabertura do pronto-socorro. 

"Vou reabrir com a condição de que ele (secretário de Estado da Saúde) me dê mais (dinheiro). Vou me reunir com ele, dizer que aceito (os R$ 3 milhões) para não criar problemas. Mas, se vai durar um, dois ou três dias, não sei. Esse dinheiro vou entregar direto para um dos fornecedores", disse Abdalla. Ele não falou, entretanto, quando será a abertura. 

A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo anunciou na manhã desta quarta-feira, 23, um repasse emergencial de R$ 3 milhões para que a Santa Casa de Misericórdia de São Paulo reabra imediatamente o seu pronto-socorro, fechado na noite desta terça-feira, 22, por falta de recursos para a compra de material e medicamento.

O provedor foi convocado a prestar esclarecimentos no Ministério Público Estadual na tarde desta quarta-feira, depois que o órgão abriu um inquérito civil para apurar o fechamento do pronto-socorro da Santa Casa de Misericórdia. O hospital interrompeu suas atividades nesta terça, por falta de recursos. 

Confrontado com a informação passada pelo secretário de Estado da Saúde, David Uip, de que a Santa Casa receberia cerca de R$ 34 milhões mensais do governo do Estado e não os R$ 20 milhões que ele havia informado, Abdalla desconversou. "Eu recebo dinheiro de monte, cem milhões do governo federal, dinheiro do governo do Estado, acontece que não dá conta (de atender) a gente que está lá", disse.

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