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Quem dorme pouco tem maior risco de morte, afirmam cientistas britânicos

Pesquisa afirma que dormir menos de 6 horas ao dia pode ter graves consequências para saúde

Efe

05 Maio 2010 | 10h21

LONDRES - Dormir menos de seis horas ao dia pode ter graves consequências para a saúde e aumenta o risco de morte precoce, segundo um estudo realizado por cientistas britânicos.

 

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Que dorme pouco tem 12% mais chances de morrer em um prazo de 25 anos do que os que descansam entre seis e oito horas pela noite, afirma este estudo.

 

Dormir demais pode trazer consequências já que os cientistas encontraram relação entre as mortes precoces e dormir mais de nove horas, embora não considerem que seja desencadeante de doenças.

 

Portanto, a conclusão dos investigadores é que o ideal é dormir entre seis e oito horas ao dia. Mais de 6,3 milhões de mortes no Reino Unido entre maiores de 16 anos são atribuíveis a falta de sono.

 

No estudo, realizado pelo programa de sono, saúde e sociedade da universidade de Warwick e o centro de pesquisa do sonho de Loughborough, ambos da Inglaterra, participaram 1,5 milhão de pessoas e revisaram as conclusões de até 16 estudos anteriores realizados nos Estados Unidos, Europa e países do leste de Ásia.

 

O chefe do programa de sono, saúde e sociedade, Francesco Cappuccio, assinala nesse estudo que as sociedades modernas dormem menos, situação que se repete com maior frequência entre os trabalhadores. Segundo Cappuccio, isso pode ter "pressão social para trabalhar mais horas e oferecer maior mobilidade laboral".

 

Jim Horne, do centro de pesquisa do sono, afirma que dormir é sinônimo de saúde física e mental, já que o sono interfere em várias doenças, como a depressão. "Dormir menos de cinco horas é insuficiente para a maioria das pessoas e ficar sonolento durante o dia aumenta o risco de acidente em caso de dirigir um veículo ou conduzir uma máquina pesada", ressaltou Horne.

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