NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Residente em Medicina de Família terá 10% de bônus em futura residência

Comissão Nacional de Residência Médica aprovou benefício aos profissionais de área considerada estratégia pelo governo federal

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

27 Fevereiro 2015 | 19h53

BRASÍLIA - A política de bônus de 10% concedida para profissionais do Mais Médicos será estendida para quem cursar a residência em Medicina de Família e Comunidade. A Comissão Nacional de Residência Médica aprovou nesta quinta-feira, 26, uma resolução que prevê o benefício para todos os profissionais que concluírem a residência na área, considerada estratégica pelo governo federal.

O bônus será aplicado na prova de seleção para um segundo curso de residência que o profissional tenha  interesse em fazer. A regra passa a valer para quem ingressar na residência em Medicina de Família e Comunidade neste ano.

"É uma forma de incentivar o interesse pelo curso", disse o diretor de Desenvolvimento, Educação e Saúde do Ministério de Educação, Vinícius Ximenes.

Atualmente existem 1,6 mil vagas para cursos de residência em Medicina de Família e Comunidade, mas somente 25% dos postos estão ocupados. A lei do Mais Médicos prevê que, a partir de 2018, todos profissionais interessados em fazer residência optem, num primeiro curso, por oito áreas consideradas primordiais. A principal é saúde da família. A regra somente valerá caso o número de vagas ofertadas seja equivalente ao de formandos.

O secretário de Gestão do Trabalho e da Educação em Saúde, Heider Pinto, acredita que a mudança poderá atrair, ainda este ano, profissionais que se inscreveram mas não conseguiram vaga para o Mais Médicos. "São cerca de 8 mil. O espírito é semelhante ao do programa federal: um curso de formação na área de Saúde de Família e Comunidade que, num segundo momento, trará como bônus 10% para prova de uma nova residência."

Os editais para cursos de residência médica deverão ser divulgados em breve. "Algumas seleções já foram concluídas. Mas com a mudança das regras, a expectativa é de que prazos sejam novamente reabertos", disse Ximenes.

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